A família é o primeiro grupo social ao qual o indivíduo, ao nascer, passa a pertencer. Cabe a seus membros, principalmente aos pais, suprirem as necessidades da criança: físicas, emocionais, culturais e espirituais. Certamente é um grande desafio: se por um lado, ter filhos é uma fonte de alegria, também é uma grande responsabilidade.
Desde o nascimento, o cérebro do bebê está preparado para receber e armazenar informações e os pais são a fonte primária desse processo. Para que a criança absorva esse conhecimento, o empenho dos pais nessa árdua tarefa de instruir, é imprescindível. Contudo, a sensação prazerosa que dela advém é indizível. No seio familiar aprende-se a falar, identificar objetos, pessoas, lugares e principalmente a manifestar amor, carinho e afeto. A seguir, a história da família, seus valores culturais, morais e espirituais também são assimilados pelos filhos.
O segundo grupo ao qual o indivíduo passa a fazer parte, e não menos importante, é a comunidade escolar. Nessa fase, a criança inicia novos aprendizados: Matemática, Ciências, História, Geografia, Língua Portuguesa, que compõem o currículo escolar. Além de compartilhar os conhecimentos historicamente construídos pela humanidade, os professores promovem atividades visando o coletivo, o exercício da cidadania e o desenvolvimento do espírito crítico.
A partir desse momento, o jovem que pertencia a um pequeno grupo (familiar) passa a pertencer a uma grande comunidade (mundo público), cujos integrantes trazem consigo suas histórias de vida, seus valores e seus costumes. Dessa interação entre os seus membros surgem os conflitos, as angústias, perdas e ganhos, oportunizando o crescimento pessoal, quando bem trabalhados.
Os professores desempenham um papel vital nesse aprendizado coletivo: atuam como mediadores, orientando, indicando caminhos, promovendo o diálogo, a conciliação, permitindo que os jovens aprendam a lidar com frustrações, vergonha, derrotas. Embora o nosso instinto natural seja o de poupar nossos filhos desses sentimentos, devemos lembrar-nos que são inerentes à vida em sociedade e eles precisam experimentá-los, pois certamente essa experiência vai proporcionar o traquejo social necessário para a vida adulta e privá-los dessa vivência não é uma atitude sábia. Assim, os pais devem observar os professores como seus parceiros, aliados e nunca como adversários, pois tanto a família quanto a escola têm um objetivo comum: preparar os jovens para o convívio social, transformando-os em cidadãos autônomos e independentes. (O autor, Clóvis Roberto Benedetti Lourenço, é graduado em administração de empresas pela ITE, especialista em educação pela Integrale/Fecap e diretor geral do Colégio Fênix de Bauru)