Regional

Briga em Avaí tem tiro e garrafada

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Avaí - Uma briga generalizada deixou pelo menos quatro pessoas feridas anteontem à noite em Avaí (39 quilômetros de Bauru).

A confusão começou na praça central da cidade e continuou na delegacia e no posto de saúde. O 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), com sede em Bauru, instaurou inquérito para apurar a participação de um policial a paisana na pancadaria.

Supostamente na tentativa de dispersar as pessoas que participavam da briga, um dos dois policiais militares que estavam em serviço chegou a disparar um tiro para o alto. O outro policial teve a cabeça ferida por uma garrafada.

O comandante do policiamento militar em Avaí, o sargento Dimas Franco, não quis se pronunciar sobre a confusão. Ele disse que todas as informações sobre o incidente podiam ser obtidas no 4º BPMI, em Bauru. Porém, o major José Humberto Nardo disse ontem que tinha poucos detalhes do ocorrido na cidade vizinha.

Uma pessoa que presenciou a briga, mas pediu para não ter o nome revelado, contou que toda a confusão começou quando um grupo de amigos do distrito de Guaricanga encontrou um rapaz de Presidente Alves, na praça de Avaí, anteontem à tarde.

De acordo com a testemunha, o rapaz teria passado a mão no cabelo de uma menina de Guaricanga e o namorado dela não gostou da atitude. Foi o que teria bastado para começar a briga.

Os dois policiais militares que estavam em serviço na cidade tentaram controlar a confusão, mas não tiveram êxito. Segundo a testemunha, durante a confusão os policiais tanto agrediram como foram agredidos. Um deles levou uma garrafada na cabeça e teve de ser levado ao Pronto-Socorro. Na confusão, os policiais usaram gás pimenta e dispararam até tiro para o alto, mas não foi o suficiente para acalmar os ânimos.

Um rapaz e uma menina do distrito de Guaricanga, que pertence a Presidente Alves, também ficaram feridos. O rapaz sofreu um corte na cabeça e a menina alega ter sido agredida fora e dentro das dependências da polícia. Ambos afirmaram que ontem iriam procurar o Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para exame de corpo de delito.

Ainda segundo a testemunha, um dos rapazes de Guaricanga teria sido agredido no posto de saúde por um policial a paisana, enquanto aguardava atendimento médico.

O major Nardo disse que o suposta policial pertence a outro Batalhão, mas não soube dizer qual. O sargento Dimas, de Avaí, também não soube informar em que cidade trabalha o policial que teria agredido o rapaz. Segundo Nardo, o 4º BPMI já está investigando a participação do militar nas agressões.

Quanto ao disparo da arma de fogo, o major argumentou que fica difícil analisar a atitude do policial porque ele não sabia ao certo o que havia acontecido. “A arma é um instrumento de defesa do policial e só deve ser usada nos momentos de risco iminente”, explicou Nardo.

Como o comandante da PM de Avaí não quis comentar o incidente e o major do 4º BPMI ainda não tinha informações precisas do que ocorreu na tarde e noite de anteontem, o JC não teve acesso aos nomes dos envolvidos.

Os policiais também registraram um boletim de ocorrência, no qual denunciam desacato e resistência dos envolvidos na briga.

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