Tribuna do Leitor

Os cefalópodes


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Palavra oriunda do latim moderno (cephalo = cabeça + poda = pés), ou seja, pés na cabeça representa o gênero de animais marítimos que inclui o polvo e a terrível Lula Gigante que aterrorizava os primeiros navegantes.

Jules Verne descreve o fulminante ataque de um desses monstros em seu romance “1.000 léguas submarinas”, onde os tripulantes do Nautilus lutam desesperadamente para se livrarem dos tentáculos assassinos do monstro insaciável disposto a destruí-los e devorá-los.

Hoje somos nós, pobres, sofridos e humilhados cidadãos de um grande país sob o jugo de liliputianos deslumbrados pelo poder e riquezas fáceis que enfrentamos essa terrível Lula de tentáculos mortíferos. Somos um país pobre onde se paga os mais altos impostos no mundo, mas onde a única coisa que nossos pobres recebem de retorno do nosso governo é discursos preparados por terceiros ou improvisos repletos de insultos à língua portuguesa e deslizes freudianos onde o chefe supremo demonstra o seu encanto pelas ditaduras africanas, querendo aprender como ficar no governo por 30 anos.

No dia 11 de julho, em seu discurso no Senado, a ilustre senadora Heloísa Helena, que foi expulsa do PT por ter dignidade e constância filosófica, perguntou “como é possível num país de tanto desemprego o sr. Fábio Luís Lula da Silva de 30 anos, filho do presidente, sem nenhum conhecimento ou experiência de publicidade e propaganda, e sem desembolsar nenhum tostão consegue junto com os irmãos Kalil e Fernando Bittar, filhos do compadre de presidente Jacó Bittar, num piscar de olhos, ficarem donos de uma empresa no valor de mais de cinco milhões de reais?”.

Há algo de podre no reino tropical de Brasília. Por que será que após a queda do Zé Dirceu houve essa súbita trégua nas rebeliões da Febem que tanto atormentavam o nosso Estado e servia para desmoralizar o nosso governador e de combustível aos ataques petistas contra nossos homens de bem?

No Sermão da Montanha, Jesus proclama que os humildes herdarão o Reino dos Céus, precisamos aprender com um grande estadista que como Lula também teve um berço extremamente humilde, também como Lula seu nome contém o “L” inicial, mas ao contrário do líder tropical esse homem adquiriu escolaridade e sabedoria para tornar-se um dos grandes expoentes do estado democrático universal. Aqui estão alguns de seus pensamentos.

No discurso de Gettsburg, Lincoln descreve democracia como “o governo do povo, para o povo e pelo povo”.

Lincoln também aconselhou aos homens que dirigem o povo: “Não criarás a prosperidade, se desestimulares a poupança. Não fortalecerás os fracos por enfraqueceres os fortes. Não ajudarás o assalariado, se arruinares aquele que o paga. Não estimularás a fraternidade humana, se alimentares o ódio de classes. Não ajudarás os pobres, se eliminares os ricos. Não poderás criar estabilidade permanente, baseada em dinheiro emprestado. Não evitarás dificuldades, se gastares mais do que ganhas. Não fortalecerás a dignidade e o ânimo, se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade. Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios”.

Será que algum dos nossos nobres dirigentes gastaram alguns segundos de suas vidas meditando sobre algum desses princípios?

Como cidadão, acredito que, cada um de nós tem a obrigação de escolher com muito cuidado àqueles que vão nos governar. O Brasil ainda é um estado feudal onde a classe política tem todos os direitos e nós, o povo, temos todas as obrigações. Será que haverá alguma esperança para nos livrarmos dessa terrível classe de cefalópodes que nos aflige e nos condena a sermos um país eternamente esperando um futuro promissor que sempre nos é negado devido a incomPeTência, a ganância, a soberba, a ignorância e a simples falta de vergonha dessa gente?

Benedito S. Guedes de Azevedo - professor - RG 1.571.673

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