O Banco Popular do Brasil, divisão do Banco do Brasil (BB) que opera no setor de microcrédito, ainda não deslanchou em Bauru. Lançado em âmbito nacional em julho do ano passado e implantado na cidade em novembro, chegou a ter cinco pontos de atendimento em estabelecimentos conveniados, conforme noticiado pelo JC. Atualmente, porém, apenas uma unidade continua em funcionamento, no Parque Jaraguá. O público-alvo do projeto são pessoas com renda mensal de até três salários mínimos.
A expectativa inicial para Bauru segundo o diretor do Banco Popular, Marcos Tadeu de Siqueira, era de chegar a 20 unidades de atendimento ao longo do primeiro semestre deste ano, conforme matéria publicada pelo JC em janeiro. Agora, após o primeiro ano de atividades, o projeto está passando por uma fase de reestruturação, segundo informa o gerente-executivo da área de canais do Banco Popular do Brasil, Ivan Paiva.
“Nós fizemos uma avaliação do primeiro ano de funcionamento do projeto e mudamos a estratégia. Agora, o foco passa a ser a qualidade, e não a quantidade de pontos de atendimento. Então, vários pontos que não estavam se adequando aos objetivos do projeto tiveram o convênio cancelado e estão sendo substituídos por outros parceiros. O ponto (de atendimento) precisa ser comprometido com o negócio e com os usuários do Banco Popular do Brasil”, detalha.
Segundo Paiva, Bauru chegou a ter 11 pontos conveniados, mas alguns fecharam em pouco tempo. Somente cinco deles permaneceram fixos, quantidade que agora se resume a um ponto. A reestruturação do projeto está começando pelas Capitais do País e cidades de grande porte.
Para Bauru, ainda não há uma previsão sobre investimentos que ainda possam ser feitos neste ano. Na avaliação do gerente-executivo, a cidade comporta os 20 pontos de atendimento inicialmente previstos.
“Muitos conveniados se equivocaram com o projeto, pensando que o fato de tornarem-se ponto de atendimento do banco seria a salvação do negócio, a solução para os seus problemas financeiros. Mas o foco não é esse. A vantagem de um ponto comercial ter o Banco Popular funcionando é atrair o público usuário do banco. Desta forma, ele ganha um número maior de pessoas freqüentando o estabelecimento para vender o produto que já é oferecido”, observa Paiva.
Na opinião dele, essa falta de entendimento por parte dos estabelecimentos conveniados levou muitos deles a desistirem do projeto. Agora, a nova estratégia da instituição é investir no treinamento e na orientação dos comerciantes parceiros para melhorar o atendimento prestado aos usuários.
“Essa reestruturação também vai incluir a participação total do Banco do Brasil, que vai identificar potenciais parceiros para o Banco Popular dentro da sua própria carteira de clientes. Isso evitará que o projeto seja estendido a empresas que não levem a sério a nossa proposta”, afirma Paiva.
Para ele, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas, o primeiro ano de implantação do projeto teve saldo positivo. Segundo balanço divulgado pela instituição, o Banco Popular teve prejuízo de R$ 21,977 milhões no primeiro semestre deste ano. Contudo, o banco está comemorando os resultados, pois o prejuízo previsto era de R$ 61,4 milhões entre janeiro e junho deste ano.