Turismo

Olinda, um museu a céu aberto

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Olinda dos casarões, dos bonecos gigantes, dos ateliês de artesanato, das ladeiras e das visões espetaculares. Olinda dos tempos do domínio holandês, das expedições portuguesas, dos artistas que escolheram viver longe da praia para contemplá-la do alto.

Essa Olinda de tantas faces acaba de ser eleita a Capital Americana da Cultura para o biênio 2005-2006. Prêmio mais do que merecido, por reunir um dos maiores acervos arquitetônicos do País e que abrigou num passado não tão distante senhores de engenho, políticos famosos e artistas premiados.

Para fazer jus à premiação, Olinda está arrumando a casa. Um novo sistema de segurança acaba de ser colocado em prática para aumentar a segurança na Cidade Alta. O projeto transformará Olinda numa das cidades mais seguras do País.

São 110 policiais - todos trabalhando em dupla - percorrendo as ladeiras da cidade durante o dia e a noite. Para se ter idéia dessa preocupação, basta citar que há um mês apenas 20 policiais se encarregavam da função.

A necessidade de aumentar o policiamento veio com o aumento do número de visitantes e a projeção da cidade no cenário mundial. Neste mês de setembro, os policiais receberão motos e viaturas para agilizar a fiscalização.

Distante apenas seis quilômetros de Recife, Olinda é o destino perfeito para quem procura um berço de cultura em Pernambuco. Suas igrejas, conventos, mosteiros, museus, teatros, monumentos e importantes sobrados e casarões são alvo de interesse aqui e no Exterior.

É a síntese de momentos importantes da história brasileira e das influências culturais que sofremos dos africanos, indígenas e europeus.

Por exalar arte e cultura por toda parte, caiu como uma luva o título concedido pela Comissão Européia que exalta suas belezas, incluindo paisagens inesquecíveis por conta de densos coqueirais e casarios centenários que conseguiram resistir ao tempo e ao homem.

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Praia e Carnaval

Com tanto mar por perto - Recife, Porto de Galinhas e a Ilha de Itamaracá são apenas alguns exemplos -, poucos são os visitantes que vão a Olinda à procura de mar.

Mesmo assim é bom saber que a cidade conta com 11,26 quilômetros de litoral, com as praias distribuídas em sete pontos. Algumas completamente inacessíveis por causa do avanço do mar na areia.

Para quem faz questão de colocar os pés na água, a dica é a praia de Casa Caiada, que fica distante do Centro Histórico. Outras opções, agora na área tombada, são as praias dos Milagres, do Carmo e de Rio Doce.

Geralmente as praias de Olinda são procuradas pelos turistas na época de Carnaval, depois de se esbaldarem atrás dos bonecos gigantes.

Olinda oferece um dos melhores carnavais do mundo. Pelas ruas estreitas, os grupos pulam, dançam e cantam num espetáculo contagiante.

Todas as raças se embalam ao som do frevo e do maracatu com o objetivo único de se divertir.

Lá não se paga para participar, não há cordões de isolamento, não há super-shows. A animação é resultado da alegria dos moradores e de sua vontade de festejar.

O mais famoso de todos os bonecos gigantes é o Homem da Meia-Noite, que está nas ruas desde 1932. Ele abre oficialmente o Carnaval de Olinda à zero hora do sábado de Zé Pereira. Desde 1967, o Homem da Meia-Noite recebeu a companhia da Mulher do Dia. (EB)

*Colaboração: MAPA Comunicação, CTI Nordeste e TAM Linhas Aéreas

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