Turismo

No alto das sete colinas

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Cercada pela natureza, Olinda nasceu e cresceu entre sete colinas, um privilégio que a natureza concedeu apenas a outras três cidades no mundo: Roma, Lisboa e São Francisco.

As marcas da invasão holandesa, as bicas d’água, as dezenas de monumentos históricos e os sobrados com balcões mouriscos e fachadas de azulejos portugueses deram-lhe o título da Unesco de patrimônio mundial da humanidade.

É um museu a céu aberto fundado por Duarte Coelho, que, encantado com a paisagem e atingindo o Alto da Sé, em 1533, exclamou: “Ó! Linda situação para uma vila”.

Assim nasceu a primeira Capital pernambucana e a primeira capitania brasileira, que anos mais tarde, em 1630, foi invadida e incendiada pelos holandeses, que queriam lá instalar um pedaço da Holanda no Brasil. A Mauritztad.

Resistiu às chamas e hoje prova o seu valor em 29 quilômetros quadrados, que concentram mais de 300 mil pessoas, incluindo artistas renomados.

Aos apaixonados pelo turismo cultural, a dica numa viagem a Pernambuco - ir a Recife e não visitar Olinda é como ir ao Rio de Janeiro e não subir até ao Cristo Redentor - é reservar alguns dias para conhecer a cidade histórica e explorar lugares até então desconhecidos pelo grande público, como, por exemplo, o Mercado da Ribeira. Lá, acontece diariamente um rico encontro de culturas e pessoas diferentes.

O mercado oferece excelentes produtos, artesanato pernambucano e exposição de bonecos gigantes confeccionados por vários artistas locais, inclusive pelo bonequeiro Silvio Botelho, um dos mais importantes da cidade.

O Mercado da Ribeira localiza-se na rua Bernardo Vieira de Melo, s/nº, telefone (81) 3493-9695. Dizem que foi mercado de escravos, mas os historiadores discordam. Hoje abriga o Museu do Mamulengo e lojas de artesanato.

Em frente do mercado ficam as ruínas do Antigo Senado, lugar onde muito antes da Proclamação da República já se lutava por ela.

Para quem busca peças exclusivas do artesanato local e regional o endereço é a rua Bernardes Vieira.

As melhores galerias e lojas estão instaladas neste local, inclusive a galeria de arte Estação Quatro Cantos (Rua Prudente de Morais, 440, telefone (81) 3429-7575), uma das mais visitadas pelo turista estrangeiro. Além do artesanato, as lojas trabalham com pinturas de renomados artistas locais e alugam fantasias com temas carnavalescos.

Como se vê, a cidade respira arte, reunindo a maior concentração de artistas plásticos e artesãos de todo o Brasil. Gostoso é andar por suas ladeiras estreitas e de repente deparar-se com os mais diversos artistas retratando suas belezas.

Empregam as mais variadas técnicas, incluindo pinturas, esculturas, cerâmicas, serigrafia, talhas, estamparias, batiques, xilogravura, máscaras e, claro, os bonecos gigantes, marca registrada do Carnaval de Olinda.

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