Uma parceria entre a Secretaria Municipal de Agricultura e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu possibilitou a realização do projeto “Análise do Solo”. Desde a implantação do programa, em maio deste ano, mais de 50 amostras de solo de propriedades rurais da região já foram analisadas, segundo informa o engenheiro agrônomo e diretor de agricultura da secretaria, Sérgio Mitsuo Ishicava.
“A análise das propriedades do solo é fundamental para o produtor rural, porque desta forma ele fica sabendo do que a terra está precisando para melhorar os resultados da sua produção, independentemente da cultura com a qual ele trabalha. Nós temos recebido amostras de várias cidades da região de Bauru”, observa o agrônomo.
Segundo ele, essa foi a forma encontrada pela Secretaria Municipal de Agricultura para orientar os produtores enquanto o tão cobiçado Laboratório de Análise do Solo não chega a Bauru. Em março deste ano, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Bauru solicitou a instalação do laboratório ao secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Duarte Nogueira.
Questionado pela reportagem no final de maio, quando esteve em Bauru para a assinatura do convênio do Sistema Agroindustrial Integrado (SAI), inicialmente o secretário disse que o projeto não seria viável para breve em função do alto custo - R$ 80 mil. Mas depois, durante a solenidade de assinatura do convênio, disse que iria rever os custos e analisar o pedido reiterado pelos produtores na ocasião.
Segundo os produtores, a ausência desse laboratório gera obstáculos ao desenvolvimento do agronegócio na região. Para o projeto “Análise do Solo”, a Secretaria da Agricultura fez um convênio com a Unesp-Botucatu. Segundo Ishicava, um desconto negociado com a universidade reduziu de R$ 15,00 para R$ 12,00 a taxa de análise.
“O produtor pode pedir a análise básica ou a análise completa. As duas têm o mesmo preço, de R$ 12,00. Toda segunda-feira, um caminhão da secretaria leva para a Unesp de Bauru as amostras entregues a nós pelos produtores, e essas amostras são enviadas para a Unesp de Botucatu. O resultado das análises sai dentro de um mês. Se Bauru já tivesse o laboratório, esse procedimento seria muito mais ágil”, aponta o agrônomo da secretaria.
Fertilidade
De acordo com Ishicava, a análise verifica a acidez, fertilidade e várias outras características do solo. Todas as deficiências do solo podem ser corrigidas a partir dos resultados obtidos com a análise, segundo o agrônomo.
“Com essa informação, nós podemos avaliar que tipo de nutriente está faltando para aquele solo e o que está sendo feito de errado pelo produtor na adubação, por exemplo. Além disso, pode até resultar em economia para o ruralista, porque muitas vezes ele perde dinheiro comprando quantidades excessivas de produtos para usar na plantação, desnecessariamente.”
Segundo Ishicava, a partir dos resultados das análises, os técnicos da secretaria ficam à disposição dos produtores para orientá-los sobre o que fazer para melhorar as condições do solo de sua propriedade. Na Secretaria Municipal de Agricultura também podem ser obtidos folhetos explicativos sobre como fazer a coleta das amostras.
Basicamente, devem ser coletadas até 20 sub-amostras por gleba, em pontos diferentes, numa faixa de 20 cm de profundidade. Depois, as subamostras devem ser misturadas em um recipiente limpo, como uma plástico ou balde. Dessa mistura de solo, o produtor deverá retirar de 300 a 400 gramas e colocar em um saco plástico para, então, levá-lo à secretaria, até o meio-dia de cada segunda-feira.
• Serviço
Mais informações sobre o projeto “Análise do Solo” podem ser obtidas na Secretaria Municipal de Agricultura, pelos telefones (14) 3236-4885 e 3236-6219.