Cultura

Moraes defende ações políticas para cultura


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O coordenador de Dança do Ministério da Cultura (MinC), Marcos Moraes, defende a necessidade e a realização de ações políticas e culturais para o fomento da dança, assim como de projetos que propiciem a entrada de recursos privados para a área. Ele participa hoje da mesa temática “Políticas Públicas e a Dança”, ao lado de Sofia Cavalcante, representante da Câmara Setorial de Dança, secretário municipal de Cultura José Augusto Ribeiro Vinagre e Helvio Tamoio, coordenador da Fundação Nacional da Arte (Funarte) em São Paulo.

Em entrevista por telefone ao JC Cultura, Moraes ressalta que a responsabilidade pelo financiamento de grupos e espetáculos, assim como fomento de projetos de dança, não deve ser do governo federal, através do MinC. “Essa é uma competência de cada participante, de somar forças. Existe muita carência de recursos e a cultura tem papel estratégico na sociedade. A Funarte vem trabalhando para recuperar as ações estratégicas, mas não há capital privado pela lei de incentivo, pela falta de repercussão da dança com o público”, aponta.

Uma saída vislumbrada pelo coordenador é a promoção de parcerias com a iniciativa privada, assim como a realização de prêmios e programas de fomento. Ele também destaca a atuação da Câmara Setorial de Dança, que tem a função de oferecer a continuidade das políticas públicas, assim como a legitimidade do diálogo entre os financiadores, produtores, companhias e o público.

“É importante que o público esteja presente na mostra, e especialmente nas mesas de discussão, para conhecer a estética e também a política da dança”, finaliza Moraes.

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