Não bastou a lembrança das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, há 60 anos, com todos os seus efeitos devastadores, durante essas décadas todas. Então, o repórter do noticiário local disse que não se está fazendo mais testes de leishmaniose nos cães, por falta do material necessário. Ou seja, o que já era mínimo, agora recebeu o alvará amplo e irrestrito para se tornar um nada oficial. O que fazer? Ficarmos conformados em corrermos o risco de adoecermos ou perdermos nossos filhos para essa doença traiçoeira, vinda pelo mosquitinho que vive no lixo espalhado por toda a cidade? Somos burros, palhaços ou o quê? Bom, quero dar a minha modesta contribuição para que o problema seja - ao menos - menor.
Já que ao ser alertado o poder público pouco fez para impedir que o foco da doença se alastrasse: do eixo inicial, que ia dos arredores do Jardim da Grama ao Val de Palmas, abrindo um leque para outras zonas da cidade, entendo que nós ficamos incumbidos do resto. E o que nos resta?
1 - Manter limpos nossos quintais, casas e terrenos (ainda que vizinhos). E cobrar dos outros; 2 - Colaborar com a coleta seletiva que existe em nossa rua uma vez por semana, além do lixeiro, que passa três vezes; 3 - Não jogar lixo, seja de que tipo ou tamanho for, na rua do bairro ou da cidade, fora do local apropriado (a lata de lixo); 4 - Parar de ficar adotando animais, pois a gente se apaixona por eles, ensina os filhos a se apaixonarem e todo mundo sofre e corre risco, se eles adoecerem. Embora mais trabalhoso, é mais justo adotar-se crianças abandonadas. É mais humano também; 5 - Conversar com as pessoas sobre os perigos do lixo e da doença, pois muitos não sabem ainda, por incrível que pareça.
Isso só para começar. Ah, também cobrar do poder público mais empenho e providências, pois essa bomba é devastadora. Também devemos observar os animais e infelizmente nos livrarmos deles, ao notar alterações: no comportamento, pois ele sofre dores e mal estar, mas não pode nos dizer, ver se tem feridas, pelos caindo, sangramentos, unhas alongadas e principalmente emagrecimento. Não dá para pensar duas vezes e nem que tenha vários sintomas - às vezes - uma breve observada já revela.
Se não atendido pelo poder público, o veterinário deve ser procurado imediatamente. Para o cão não há cura, mas há vacina. Para o homem, há tratamento e pode ter sucesso se feito a tempo. O resultado vai depender do organismo e da evolução da doença.
Ela ataca o baço e o fígado, faz ter febre, inchaços, mal estar, fraqueza, anemia, sangramentos e às vezes tosse e diarréia. Esses sintomas podem ser fracos ou fortes, juntos ou separados, vividos gradativamente. Eles se manifestam logo, ou um pouco mais demorados, mas podem matar se levar muito tempo para serem tratados e debilitam muito a pessoa, abrindo oportunidade para outras doenças graves, como pneumonia e uma série de outras infecções.
O exame é feito por punção no osso externo, quando há a suspeita, e com anestesia local. Eu já fiz duas vezes e podem crer que não é nenhum bicho-de-sete-cabeças, além de poder estar salvando sua vida. Insista com o médico, se estiver desconfiado por sintomas da doença. Vamos viver, gente, e colaborar. Eu gostaria de ver todos fazendo sua parte, principalmente aqueles com quem converso pelas ruas e parecem preocupados. Temos que agir.
A bomba “L” não pode nos vencer, vamos combatê-la, antes que ela nos derrote. Vamos fazer uma campanha contra esse mal. Cada um de nós pode ser de grande valor, a cada vez que agir.
Ana Maria Lellis Krupelis - RG 5.706.855-0