Tribuna do Leitor

Protesto


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Sempre procurei seguir as orientações de vários médicos e especialistas em saÚde e boa forma, e há 3 anos treinava em uma academia em Bauru, chamada Marathon. Nunca tive qualquer problema com a academia nem havia o que reclamar.

Porém, no último dia 3, ao iniciar minha sessão de exercícios no equipamento chamado de "pully”, aconteceu o que nunca imaginei. Para quem não conhece, o “pully” consiste em um banco e uma barra superior que traciona, através de um cabo de aço, pesos entre 10kg e 136kg. Ajustei a carga para 40kg , meu limite diario e, ao puxar a barra em direção às costas, o cabo que suporta o peso arrebentou, atingindo minha cabeça com muita violência. No mesmo instante, tive tonturas intensas e o sangramento na região foi abundante.

Nervoso, com dores e assustado, dirigi-me então à recepção, buscando auxilio, e esperando que alguém da academia pudesse me levar ao pronto-socorro mais próximo, pois necessitaria de um socorro médico para dar pontos no local do profundo corte, já que o sangue não parava e verificar se algo mais grave havia acontecido.

Para minha surpresa e decepção, o proprietário, sr. Miguel Mauad, estava no instante naquele local e apenas disse que não me socorreria, pois o acidente não era um problema dele, que se eu quisesse poderia processá-lo e, inclusive, mandou que suspendessem minha matrícula, pois não me queria mais como frequentador do local. Isto tudo depois de ele já ter faturado cerca de R$ 1.500,00 no período em que fui aluno da casa, durante os 3 anos, sem contar os amigos que indiquei para lá.

Restou em mim, ex-aluno e ex-consumidor desta academia, além da decepção e vergonha em um dia ter gasto meu dinheiro neste local, apenas uma dúvidas, e quero aqui dividir esta dúvida com todos os bauruenses e perguntar a alguma autoridade competente se o que ocorreu comigo foi correto ou se o dono da academia (que deveria ser, no mínimo, cauteloso com relação aos cuidados e manutenção dos equipamentos, e com a saúde, bem-estar e segurança dos seus alunos) não deveria assumir a responsabilidade sobre os danos causados aos alunos, seus clientes e consumidores do servico que ele vende? De quem é a responsabilidade, então? Quem paga a conta? Prestar socorro a alguém ferido não é, no mínimo, ético e humano?

Diogo Fontes - Bauru/SP - RG:46.087.331-3

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