Li no JC, Tribuna do Leitor, comentando o estado crítico de saúde de muitos alunos da Escola Major Fraga, fato que me fez lembrar o passado quando não havia postos de saúde e as mães, geralmente analfabetas, sabiam tratar e educar os filhos.
O motivo comentado é exatamente adverso à origem da verminose e anemia e disso tenho conhecimento e prova. Um dia, na rua Boa Esperança, passava um senhor correndo com uma criança desmaiada nas costas, e prestei socorro levando-os ao pronto-socorro. Disse ao pai que, depois de examinada a criança e elaborada a receita pelo médico, desse o remédio e depois pusesse em prática o meu conhecimento do passado.
40 anos passados, o pai da vítima encontrou-me no Calçadão e me disse que nem deu o remédio, tendo a criança voltado ao normal de imediato; quando comerciante, um senhor em minha loja disse-me que seu filho, por querer um velocípede e não ter condições de presenteá-lo, o menino perdeu a visão e então eu teria dito a ele que levasse o velocípede e me pagasse quando pudesse. Disse-me ele depois que quando chegou com o velocípede e disse ao menino que o havia levado, a criança voltou a enxergar de imediato.
Há pouco, um senhor, ao me encontrar, disse-me que o filho de 4 anos estava desenganado pelos médicos e ao tomar conhecimento de minhas sugestões antigas, de imediato salvou a criança. O pior da atualidade é que o povo se tornou orgulhoso e não acredita em milagres.
O meu projeto foi posto em prática por um médico de Ribeirão Preto e pela Secretaria de Saúde de Fortaleza. Tudo depende de inspiração natural e outros projetos também surtiram efeito. Na primeira gestão Izzo, apresentei um projeto, Centro de Recuperação Humana, não tendo ele tomado conhecimento. No entanto, fui ver o meu projeto no Egito, onde não há crianças de rua. Levavam meninas de 12 a 16 anos para o trabalho compatível, duas horas para almoço e descanso, 2 horas de estudo e a seguir, levam elas para casa, ficando comprovado que não é o trabalho que mata e sim, a fome.
Em 1983, escrevi na Tribuna do Leitor, o “Sonho do nordestino”. Mandei cópias para os governos do Nordeste e o de Sergipe pôs em prática o projeto e hoje é o melhor Estado da América do Sul e os demais Estados, por não porem em prática, continuam com seu povo e animais passando fome.
Carlos Sandrin