Tribuna do Leitor

A mãe Natureza está em fúria


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Os direitos humanos adquiridos por natureza, para podermos habitar a Terra, há milhares de anos, parece que estão em sua reta final.

Devastamos, indiscriminadamente, as florestas. Cortamos as árvores, que dão sombra, oxigênio e equilibram a atmosfera. O desmatamento representa a maior agressão provocada pelo homem contra a Natureza. Antes, havia água e chuva em abundância. Não vemos mais aquele Céu Azul, em seu lugar aparecem cores estranhas, um ar asfixiado, sem umidade e bastante poluído. O sol está cada vez mais quente e o calor também. Os animais e as plantas estão sofrendo de fome, de sede e muitos espécimes encontram-se em extinção.

Com relação ao lixo, quanta sujeira, e que vergonha! Encontramos objetos estranhos e todo tipo de imundícies por todos os lados: isopor, papel, plásticos, pneus, monóxido de carbono...

Segundo estatísticas, a atmosfera recebe, diariamente, milhares de toneladas de ar poluente, através dos motores de veículos, das queimadas, das fábricas, o que é uma tragédia. São colocados mais de 9 mil carros novos por dia no planeta. Para se ter uma idéia, o volume de água corrente do Rio Amazonas corresponde, em média, à quantidade de combustível consumida pelos motores dos veículos em todo o mundo.

Cerca de 80% a 90% dos esgotos das cidades e das fábricas são despejados nos rios, nos mares e nos oceanos. Os peixes que moram no mar, nos rios e lagos estão desaparecendo. Efeitos Tsunami, Katrina, Talim, freqüentes furacões, vulcões, terremotos, estiagem, ventos fortes, chuvas torrenciais, epidemias, de gelo constante nos pólos, aumentam assustadoramente, trazendo, como consequência, o desequilíbrio da Natureza.

E a Natureza não aceita desaforo, revolta-se. O efeito estufa e a calota polar, como ficam? Sentimos que estamos em plena 3ª Guerra Mundial, de caráter irreversível, provocada pelo “bicho homem”. E não temos dúvida de que estamos perdendo a guerra. As fontes da Natureza: água, ar, estão doentes, na “UTI” e com sua paciência esgotada.

Diante de tanta revolução tecnológica, de tanto cientificismo, de muita velocidade, de muito conforto, do convívio pleno com as telas de telecomunicação e com a mídia, o homem continua cada vez mais dependente, “coisificado”, involuído, mais carente de Deus, com sede de amar, ausente de educação, de cultura e menos civilizado. Apenas duas coisas vão bem, para o homem hoje: violência e corrupção.

Sebastião Mendonça - RG 3.426.948

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