Terça-feira, dia 02/8/05, saí da minha indústria, no Distrito Industrial, às 9h, em direção ao centro da cidade, e ao chegar no semáforo em frente ao Cemitério da Saudade notei que uma viatura da Polícia Militar me seguia, mas, como quem não deve não teme, continuei a dirigir tranquilamente. Ao chegar na praça Rui Barbosa, fui ordenado pela sirene da polícia a encostar, encostei imediatamente, pois, como já disse, quem não deve não teme.
Ao descer do carro, um soldado me apontou um revólver, mais precisamente uma pistola semi-automática, fiquei chocado e nem sabia o que dizer ou fazer, pensei, um movimento errado e ele estoura minha cabeça, ele continuou a me apontar a arma, mandou que o “cidadão†(no caso eu) encostasse no veículo, eu perguntei o que estava acontecendo e não fui respondido, mandou que abrisse minhas pernas e meus braços, aí veio outro soldado e começou a me revistar, eu mesmo, assustado por ter uma arma apontada para mim, disse que eu era um cidadão de bem e que deveria estar havendo algum engano.
Depois que o soldado me revistou, começou a revistar meu carro, nisso chegou um sargento “não sei das quanta†e me perguntou se eu ainda estava de condicional e aonde eu estava escondendo minha arma. Eu disse: O quê? ... Me estranhou muito esse fato, pois trabalho desde meus doze anos de idade e nunca na minha vida fui preso, isso em decorrência da ótima educação e orientação que tive durante toda minha vida dos meus pais.
Perante tudo isso, pedi que ele olhasse meu RG, ele viu e ao ver meu sobrenome e o tom da conversa já mudou.
Então, ele falou que não era eu que estava de condicional e sim o antigo dono. Pois bem, o antigo dono desse carro é um promotor de Justiça muito conhecido na cidade de Bauru, eu disse isso a ele, inclusive citei o nome do promotor. Aí ele se complicou ainda mais e começou a dar mil versões.
Quero deixar ainda mais pública a vergonha que passei, ainda mais porque passei vergonha na Praça Rui Barborsa, por ter sido tratado como um marginal. Esse sargento me perguntando se eu estava de condicional e onde estava minha arma na frente de todo mundo, juntou uma multidão pra ver o acontecido e no caso a atração do “circo†era eu.
Não quero difamar a PM de Bauru, só acho que deveriam ser mais cuidadosos, não desci armado, não ando armado e nem tenho porte de arma. Por eu ter descido do carro numa atitude pacífica, achei completamente desnecessário a atitude do soldado que continuou a apontar a arma pra mim, mesmo quando o outro soldado já havia me revistado e revistado o carro, e quando o tal sargento já havia visto meus documentos, ainda assim continuou a me apontar a arrma.
Acho que a Polícia Militar deveria aperfeiçoar mais o trabalho de seus soldados, senão, daqui a pouco vão estar atirando nas pessoas de bem, em pais de família trabalhadores e não em bandidos.
Faço trinta e três anos no final desse mês, tenho uma família e sou pai de um lindo bebê de um ano e dez meses. Além de empresário, sou professor 2º dan de Muay-Thai (Boxe Tailandês), e, como já disse, trabalho desde meus doze anos de idade, portanto, não sou vagabundo, nem marginal e também nunca dei motivo para “alguns†me apontarem uma arma. Tenho muito bom caráter e boa índole, graças a Deus.
Soldado, aponte essa pistola semi-automática para os bandidos, deixe os cidadãos honestos e pagadores de impostos que tanto ajudam Bauru a crescer e gerar empregos trabalharem em paz. (Ivan Tobias - empresário e professor - RG 19.669.309-3)