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Tiroteio entre PMs e traficantes fecha avenida no Rio de Janeiro

Folhapress
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Rio - Um novo tiroteio entre a Polícia Militar (PM) e traficantes de drogas no morro do Vidigal (zona sul do Rio) na tarde de ontem provocou o fechamento da avenida Niemeyer por cerca de cinco minutos. É o quarto dia consecutivo de confrontos. Dois corpos foram encontrados na comunidade, aumentando para seis o número de mortos na favela desde segunda-feira.

No confronto de ontem, um policial militar acabou baleado no pé e foi internado no hospital Miguel Couto (Leblon, zona sul). Os PMs chegaram a ficar encurralados pelos criminosos na localidade conhecida como largo do Santinho. Eles tiveram que chamar reforço do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), que entrou na comunidade usando o “Caveirão” (veículo blindado).

Os tiros assustaram os motoristas. Muitos voltaram de marcha a ré. Por precaução, a polícia fechou por alguns instantes a avenida Niemeyer para evitar que alguém fosse atingido por balas perdidas.

Os corpos de duas vítimas da guerra do tráfico foram achados na favela de madrugada e no final da tarde. A polícia não divulgou os nomes.

Seis suspeitos de integrar o tráfico de drogas foram presos em uma papelaria que fica em um dos acessos ao Vidigal. Cinco deles eram menores de 18 anos. Foram levados para a 15.ª Delegacia de Polícia (Gávea, zona sul).

Os confrontos no Vidigal começaram na segunda-feira quando traficantes da vizinha favela da Rocinha liderados por Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi, vinculado à facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA) tentou invadir o morro, que é controlado pelo grupo rival Comando Vermelho (CV). Segundo a Polícia Civil, Bem-Te-Vi já controlaria a parte alta do Vidigal e tenta ocupar a parte baixa, ainda em poder do CV. O Vidigal permanecerá ocupado pela polícia por tempo indeterminado.

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