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Sindicância não aponta participação de funcionários no assalto ao BC

Folhapress
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Fortaleza - A sindicância interna do Banco Central (BC) que apurou o furto à sede do banco em Fortaleza não encontrou indícios da participação de funcionários no crime. Os trabalhos da sindicância terminaram ontem, após um mês de apuração, mas apenas daqui a mais 30 dias um relatório será enviado ao presidente do banco, Henrique Meirelles, à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal.

Segundo a assessoria de imprensa do banco, caso a PF encontre indícios da participação de qualquer funcionário, seja ele do próprio Banco Central ou de alguma empresa prestadora de serviços, a investigação administrativa poderá ser reiniciada.

Há pouco mais de um mês, uma quadrilha conseguiu levar da caixa-forte do Banco Central, em Fortaleza, R$ 164,8 milhões, em notas de R$ 50,00, por meio de um túnel de 80 metros que escavado a partir de uma casa. Até agora, foram recuperados R$ 6 milhões, 3,64% do total, e três empresários estão presos. A PF ainda busca por todo o País os integrantes que participaram efetivamente da ação.

No relatório a ser entregue a Meirelles, serão inclusas recomendações para mudanças na área de segurança de todos os prédios do Banco Central no País.

Entre essas mudanças está a necessidade de se contratar um corpo próprio de funcionários para o setor. Hoje, toda a segurança, dentro e fora dos prédios do banco, é feita por empresas terceirizadas. Há prédios do Banco Central em nove capitais e em Brasília.

De acordo com a assessoria de imprensa do banco, também serão sugeridas: 1) a criação de um departamento próprio de segurança, que hoje funciona dentro do setor de recursos materiais; 2) mudanças no processo de guarda do dinheiro. Em Fortaleza, a caixa-forte que foi arrombada foi esvaziada e passará por uma reforma, sem data para conclusão.

Os empresários que estão presos na PF acusados de participar do furto tentaram no Tribunal Regional Federal (TRF) da 5.ª Região, em Recife, um habeas corpus, mas não conseguiram e deverão continuar presos. José Charles de Moraes, dono da JE Transporte, foi preso em Minas Gerais quando levava, em seu caminhão-cegonha, três veículos que escondiam R$ 5 milhões do assalto.

Os irmãos José Elizomartes Fernandes e Demerval Fernandes, donos da revenda Brilhe Car, venderam dez veículos à quadrilha por R$ 980 mil, pagos em notas de R$ 50,00. Os advogados dos três empresários negam que eles tenham participado do assalto e vão tentar novamente um habeas corpus, no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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