Economia & Negócios

Telefonica abre mais linhas econômicas

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 4 min

A Telefonica disponibiliza neste mês o quinto lote da Linha da Economia Família para o Estado de São Paulo. Ao todo, estão previstas 250 mil novas linhas, sendo 65% delas (164 mil) para o Interior. Pelo menos 11 mil terminais estão destinados ao centro-oeste paulista, dos quais 2 mil para Bauru.

Lançada em 29 de março deste ano, a Linha da Economia Família oferece basicamente duas vantagens ao consumidor. Uma delas é a assinatura mensal 25% mais barata que na linha convencional.

A outra é que o serviço facilita o controle dos gastos, já que as ligações interurbanas e para celular só podem ser feitas por meio de um cartão pré-pago. O aparelho informa, a cada uso, o saldo restante. O preço dos cartões varia entre R$ 10,00 e R$ 25,00 e eles podem ser adquiridos em vários estabelecimentos comerciais.

Fora isso, a linha disponibiliza até 50 pulsos em ligações locais, por uma assinatura mensal de R$ 28,70. A única restrição é que o serviço não recebe ligações a cobrar, nem permite a realização de chamadas para números 0300, 0800 ou 0900.

De acordo com o economista e consultor Adriano Fabri, a Linha da Economia Família pode ser uma boa opção para pessoas que querem reduzir o peso do telefone no orçamento doméstico. Mas adverte que isso só vale para quem usa pouco o telefone e para quem só recebe chamadas.

“Porque se a pessoa usa o cartão, cada minuto de ligação vai custar para ela entre R$ 0,15 e R$ 0,25, enquanto um pulso da linha convencional custa R$ 0,14 e tem quatro minutos. Então, esse serviço é interessante para quem praticamente não usa telefone. Porque se usar muito o cartão, o serviço pode sair mais caro que o convencional”, alerta.

O economista salienta que o mercado oferece enorme variedade de opções para quem pretende adquirir ou trocar uma linha telefônica. “O consumidor tem que estar atento para escolher uma operadora ou um plano que seja mais adequado ao seu perfil de ligações”, orienta.

Comparações

Segundo ele, uma ligação de telefone fixo para celular pode custar até R$ 0,67 por minuto na linha convencional. Se a pessoa fizer uma ligação de celular para celular, o custo pode ser reduzido para até R$ 0,37 por minuto, dependendo do plano do celular de origem.

“Eu mesmo pagava um plano de celular (pós-pago) com assinatura para poucos minutos. Mas como eu uso muito o celular profisisonalmente, um plano com maior quantidade de minutos mostrou-se mais condizente com meu perfil de uso. A troca reduziu minha conta para 45% do valor que era antes. Reduziu (o total) para menos da metade”, comenta.

Fabri destaca que para quem usa mais de 50 pulsos mensais e faz muitas ligações interurbanas, a linha fixa convencional pode ser a melhor opção. Um celular pode ser uma boa alternativa para quem liga muito para outros celulares, pois a tarifa é mais barata que de fixo para um celular.

No caso da telefonia móvel, o economista explica que os planos pré-pagos são interessantes para quem pretende só receber ligações, ligando raramente. A tarifa para ligação de pré-pago pode chegar a R$ 1,49 o minuto, conforme a operadora. Já o custo da ligação de um pós-pago pode ser de R$ 0,39 por minuto, em um plano de 900 minutos.

“Já prestei consultoria para empresas que tinham 20 linhas convencionais, pagavam 20 assinaturas e faziam muitas ligações para celular. Avaliando esse perfil, sugerimos a adoção de uma linha de celular para fazer as ligações para celular. Tenho casos de empresas que reduziram a conta em 40%. Uma empresa que gastava R$ 5 mil por mês passou a gastar R$ 3 mil – só com o estudo de seu perfil”, exemplifica.

Fabri reforça a importância de, antes de decidir, avaliar bem o próprio perfil de uso. “E pesquisar várias operadoras e planos para descobrir o serviço que melhor se encaixa para você. Principalmente porque as empresas anunciam novas promoções diariamente”, encerra.

Além disso, a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Maíra Feltrim, recomenda cuidado na utilização de telefones. “É preciso consumir de forma racional. Dar preferência a utilizar telefone fixo, que tem tarifas menores. Conhecer a tarifação das operadoras, os horários de tarifa reduzida, enfim, manter um consumo consciente do serviço”, acrescenta.

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