Regional

Avaí quer reduzir gastos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A Prefeitura de Avaí (39 quilômetros a noroeste de Bauru) quer reduzir gastos para se adequar às regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Este é o desafio atual do administrador Paulo Sérgio Rodrigues (PSDB). Segundo ele, por causa dos gastos excessivos, foi preciso sacrificar alguns setores. Na área da saúde, os 15% do orçamento não bastaram para cobrir as despesas com médicos plantonistas. “Na Saúde estou com uma despesa de 3% a 4% acima do permitido”, diz o prefeito.

Em função disso, os plantões médicos dos finais de semana passaram a ter 12 horas. “Tivemos de reduzir as horas extras. O plantão vai das 7h às 19h. Depois deste horário, as emergências são encaminhadas para Bauru. Temos motoristas de plantão. No final do ano pretendo realizar concurso para admissão de médico plantonista”, destaca.

Na educação, a situação não é diferente. Os 25% do orçamento destinados não são suficientes para cobrir todas as despesas dessa área. Atualmente, são destinados de 28% a 29%. O grande problema é que para mudar essa situação é preciso cortar ou diminuir o transporte de alunos para cidades vizinhas.

Segundo o prefeito, a zona rural de Avaí é muito grande e o leva-e-traz de crianças todos os dias provoca muitos gastos. Porém, as despesas não são só com o transporte de crianças, mas também com estudantes que vão para a região. “Levamos alunos para Bauru e Garça. Eles pagam R$ 0,55 por viagem, o resto é prefeiturasubsidia”, diz Rodrigues.

O transporte de alunos e moradores, especialmente para Bauru, é constante. São 12 Kombis, um micro-ônibus e um ônibus da prefeitura que fazem o transporte. "A prefeitura arca com a reposição de peças, reformas, pneus, etc.”

Além dos estudantes, a prefeitura transporta moradores que trabalham em Bauru. “Eu mando dois ônibus todos os dias com pessoal que trabalha em Bauru. A média é de 100 pessoas. Elas pagam uma taxa de R$ 0,55.”

Para melhorar a situação e deixar de ter tantas despesas com o transporte de trabalhadores para Bauru, o prefeito procura mini-indústrias que queiram se instalar na cidade e ao mesmo tempo possam gerar vagas no mercado de trabalho.

Ele confessa que não tem instalações adequadas para acolher empresas de grande porte. “Aqui não tem barracão e para construir a prefeitura precisaria de pelo menos R$ 300 mil. Então, optei por procurar mini-indústrias de bolacha ou macarrão que queiram vir para Avaí.”

Ele frisa que o município tem esgoto 100% tratado e a distribuição de água cobre toda a cidade. “Morar aqui é muito tranqüilo. Ainda podemos dormir com as janelas abertas. Nunca teve um assalto.”

Dentre os atrativos, o prefeito destaca o teatro, onde há apresentações de danças e peças. "O cinema ainda está sem equipamentos, mas brevemente estará em atividade.”

O cine-teatro foi reaberto em 2004, após permanecer 15 anos de portas baixadas. A reforma do prédio demorou cerca de seis meses e custou aos cofres públicos aproximadamente R$ 90 mil.

A capacidade do cine-teatro é para 280 pessoas sentadas. As cadeiras de madeira foram restauradas para manter seu aspecto original.

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