São Paulo - A polícia de São Paulo busca pistas da dupla que torturou e matou cinco pessoas da mesma família na Vila Nova Curuçá (zona leste). O crime ocorreu na madrugada de anteontem. As vítimas, de origem japonesa, foram assassinadas em casa. Um bebê de 11 meses e seu pai, de 29 anos, sobreviveram. Eles estão sob proteção policial.
A chacina foi descoberta na manhã de anteontem, quando bombeiros foram chamados por vizinhos da família para apagar um incêndio na casa das vítimas. O fogo foi provocado pelos criminosos, antes da fuga, segundo a polícia.
Morreram um casal de aposentados, dois filhos - um homem de 26 anos e uma mulher de 31 - e a mulher do sobrevivente. O bebê foi encontrado no colo da mãe, ensangüentado. Um vizinho disse que pulou o muro ao ver fumaça na casa, mas viu muito sangue no chão. Na garagem, encontrou a vítima e o bebê no carro. Ele, então, pegou a criança.
O pai do bebê também foi encontrado com vida. Ele estava no jardim da casa, próximo à porta que dá acesso à cozinha, amarrado e com marcas de pauladas na cabeça. Enquanto era levado para o hospital, o sobrevivente afirmou que a casa havia sido invadida por volta das 20h de sábado por dois homens armados.
Os criminosos abordaram a família quando ela chegava. O sobrevivente e seu irmão haviam chegado do Japão no sábado. Decasséguis (estrangeiro descendente de japoneses que trabalha no Japão), eles passariam férias no Brasil. A polícia suspeita que os criminosos sabiam que eles haviam trazido dinheiro. Durante o assalto, os criminosos pediam insistentemente os dólares dos irmãos.
Mesmo depois de receberem cerca de U$ 5 mil em dinheiro, a dupla resolveu permanecer na casa até a manhã de domingo. Toda a família teria sido torturada durante a madrugada. De acordo com a polícia, o fogo na residência foi causado pelos próprios assaltantes, pouco antes de fugirem, já na manhã de domingo.
Três pessoas foram encontradas amarradas no primeiro andar da casa. Os criminosos fizeram uma barreira com móveis na escada que dá acesso aos quartos e atearam fogo. Segundo o tenente Chenk, ainda era possível ouvir os gritos vindos do primeiro andar da casa.