Sábias foram as palavras do deputado federal Fernando Gabeira: “Severino é uma vergonha para o Brasil”. Estenderia, entretanto, não apenas uma vergonha para a imagem do Brasil no Exterior, mas para nossa própria cultura. Severino é a personificação do lixo, do descaso com a educação, do servilismo e da ignorância do eleitor nordestino. Sua inteligência limítrofe impede-o de articular uma frase com uma cadência mínima, mal lhe permitindo ler corretamente os discursos que seus assessores preparam. A tal “trajetória de 40 anos de vida pública”, vociferada por Severino, reflete perfeitamente o caráter criminoso e vexatório de sua medíocre existência, pois sua biografia revela que ele conseguiu trilhar somente o caminho da corrupção e do tráfico de influência em proveito próprio e de uns poucos apaniguados.
Incrivelmente, hoje é cult se auto-afirmar de origem humilde, sem escolaridade (inclusive de ascendência igualmente ignorante) e, principalmente, nordestino, pois que assim se pode acusar os opositores de “golpistas da elite”. Ser de origem pobre (conquanto desfrutem vida atual nababesca) virou sinônimo de honestidade e atestado de idoneidade moral. É a galhofa do caos.
Severino Cavalcanti é a prova retumbante que nosso sistema político-eleitoral está fadado ao insucesso, pois se homens daquela estirpe conseguem alçar vôos para o terceiro posto mais elevado da hierarquia nacional, logo teremos algum igualmente ignorante no posto de presidente da República. Só espero que não seja pernambucano.
Ivan Garcia Goffi - OAB/SP 165.173