Regional

Eletricista morre ao cair de uma torre

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Pederneiras - O eletricista Marcos Furtado Negrão, 36 anos, morreu ontem de manhã ao cair de uma altura de aproximadamente 15 metros. Ele realizava um trabalho de troca das placas de identificação em uma torre de transmissão de energia, localizada próximo ao trevo de acesso ao distrito de Guaianás, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru).

Negrão era funcionário da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e trabalhava na sede regional de Bauru. A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros chegou a levar o eletricista até o pronto-socorro, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu antes de dar entrada no hospital.

A empresa lamentou o ocorrido e, por meio da assessoria de imprensa, informou que dará toda assistência à família do funcionário. Era esperada para ontem à tarde a chegada da mulher de Negrão, que viria de Araraquara para reconhecer o corpo.

De acordo com a empresa, é a primeira vez que um funcionário morre em serviço. Nem a CTEEP nem a polícia sabia ontem o motivo da queda. As possibilidades mais prováveis são falha no equipamento de segurança ou falha humana. Segundo a polícia, a possibilidade da queda ter sido provocada por descarga elétrica está descartada porque o serviço de substituição das placas de identificação estava sendo realizado abaixo dos fios de transmissão.

Além de Negrão, outros três funcionários da CTEEP trabalhavam na torre no momento do acidente. Segundo explicou a empresa, o serviço de troca de placas da torres não representa grandes riscos aos funcionários. Toda torre tem uma placa que identifica o número da estrutura e a linha de transmissão (no caso de Guaianás, a linha é Jupiá-Bauru). A finalidade da placa é de facilitar a manutenção da transmissão e identificar onde está qualquer problema que ocorra na rede, segundo a empresa.

Negrão estava completando este mês três anos dentro da CTEEP, onde ocupava o cargo de eletricista de linha. Em abril passado, ele participou de uma série de treinamentos, chamados de reciclagem, que incluiu primeiros-socorros, prevenção de acidente e combate a incêndios.

O eletricista participou também de outros treinamentos como escalada de estrutura, aterramento, manutenção com linha energizada, desenergizada e sempre teve bom desempenho, de acordo com a empresa.

A assessoria de imprensa disse que a CTEEP vai deixar a cargo da polícia o trabalho de perícia. “Nós queremos a maior transparência nisso tudo. Tanto que a empresa nem recolheu os equipamentos e deixou que ele fosse resgatado do jeito que estava.”

Em 1997, um funcionário teve mal súbito e caiu da torre, mas sobreviveu. O último exame médico realizado por Negrão foi em 19 de agosto passado. Nada de errado teria sido notado.

De acordo com o setor de recursos humanos da empresa, a família do funcionário morto terá direito a um seguro no valor de 50 salários mínimos (R$ 15 mil, hoje). Além disso, dependendo do valor da pensão que deverá ser paga pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), a família do funcionário poderá ter direito a uma complementação paga pela CTEEP.

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