Marília - O delegado seccional de Marília, Roberto Terraz, divulgou ontem o nome do principal suspeito de ser o mandante do atentado contra a Central Marília Notícias (CMN). Trata-se de Bruno Gaudêncio Coércio, 22 anos, filho do secretário municipal de Esportes, Carlos Coércio.
Bruno foi apontado por Amauri Campoy, 57 anos, como o responsável pela contratação dele e de outras três pessoas (dois homens e uma mulher) para provocar um incêndio dentro do prédio da CMN, que edita o jornal Diário de Marília e é proprietária das rádios Diário FM e Dirceu AM, na madrugada da última quinta-feira.
Campoy confessou ter participado da ação criminosa e disse ao delegado na última sexta-feira, quando foi preso, que receberia R$ 10 mil para incendiar o prédio. Na ocasião, ele indicou Bruno como o mandante do crime.
A identificação do suspeito foi mantida em sigilo até ontem pela Delegacia Seccional. A Justiça de Marília decretou, inclusive, a prisão temporária do acusado, mas o mesmo não se apresentou nem foi localizado pela polícia. Por esse motivo, o delegado decidiu revelar o nome do suposto mandante e considerar Bruno foragido da Justiça. Em nota divulgada à imprensa, o secretário municipal de Esportes, Carlos Coércio, disse que a família está chocada e que Bruno se apresentará, mas não informa quando.
Um segundo mandado de prisão foi expedido pela Justiça de Marília para a prisão de um outro suspeito de ter participado do incêndio. O delegado preferiu não revelar o nome do acusado, por enquanto.
A polícia passou a considerá-lo como um dos principais suspeitos depois de encontrar na casa dele galões com gasolina idênticos àqueles usados na semana passada para pôr fogo na CMN.
Anteontem à tarde, Terraz determinou a prisão de Carlos Roberto Valdenebre da Silva, também suspeito de ter participado do atentado. O acusado nega envolvimento no crime e também não foi reconhecido pelo vigia do prédio incendiado. Mesmo assim, Silva continuava detido até ontem. O delegado disse que está analisando a veracidade das informações passadas pelo acusado. Caso fique comprovado que ele estava em outro lugar na hora do incêndio, será liberado.
Segundo Terraz, Silva foi preso por ter sido reconhecido por meio de fotografia pelo vigia da CMN. A foto, de acordo com o delegado, era antiga. Quando o vigia viu o acusado, anteontem, não o teria reconhecido como um dos invasores do prédio. Campoy foi o primeiro a ser preso. Ele ocupava cargo de confiança na administração municipal, como motorista, e foi exonerado no dia de sua prisão. O fogo destruiu cerca de 80% das instalações da CMN.