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Aldo Rebelo e Eduardo Campos isentam José Dirceu no ‘mensalão’

Folhapress
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Brasília - Em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, na condição de testemunhas arroladas pelo ex-ministro José Dirceu, os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Eduardo Campos (PSB-PE) isentaram Dirceu de envolvimento no escândalo do “mensalão”. Eles foram os primeiros a serem ouvidos no processo que pede a cassação do mandato de Dirceu por quebra do decoro parlamentar. Ontem, o Conselho ouvia ainda o líder do governo na Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), também na condição de testemunha de Dirceu.

Os depoimentos de Aldo e Campos, ambos ex-ministros do governo Lula, foram semelhantes. Isentaram Dirceu de envolvimento no suposto “mensalão” e afirmaram não acreditar que tenha ocorrido repasse de recursos para deputados em troca de apoio para votar projetos. Ambos argumentaram ter presenciado duras negociações para votar projetos, o que, segundo eles, não teria ocorrido se houvesse o pagamento do “mensalão”.

Em defesa da trajetória política do ex-chefe da Casa Civil, Aldo relatou ter tido divergências com ele no governo, mas rechaçou quando questionado sobre os “superpoderes” de Dirceu. Eles se tornaram desafetos a partir da ida de Aldo para a então pasta da Coordenação Política, desmembrada da Casa Civil de Dirceu no começo de 2004.

A fala de Campos seguiu na mesma linha. Disse não “ter amizade particular” com Dirceu nem nunca ter convivido com ele em partidos, mas foi enfático ao dizer que “jamais presenciou nenhum ato do ministro que o desabonasse e este Conselho está desafiado a provar justamente o contrário”.

Para o relator do processo, Julio Delgado (PSB-MG), houve uma contradição entre o depoimento de Aldo e a fala de Dirceu. Ontem, Aldo relatou ter convencido Dirceu a participar de uma reunião na casa de Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do “mensalão”, na qual se discutiu uma possível retirada da assinatura do petebista do pedido de abertura da CPI dos Correios. No entanto, conforme Delgado, no relato de Dirceu ele afirmara ter sido convidado para a reunião pelo ministro Walfrido Mares Guia (Turismo) e pelo líder do PTB, José Múcio (PE).

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