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Pedido de habeas corpus para Maluf será feito hoje

Folhapress
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São Paulo - O advogado do ex-prefeito Paulo Maluf, José Roberto Leal, afirmou que entrará hoje com o pedido de habeas corpus para seu cliente, no Tribunal Regional Federal (TRF). A liminar deveria ter sido impetrada ontem, juntamente com a do filho do ex-prefeito, Flávio Maluf, mas o advogado informou que como teve de acompanhar o depoimento de Maluf na Polícia Federal (PF), não conseguiu concluir o pedido de habeas corpus.

O ex-prefeito prestou depoimento ontem na PF, na condição de testemunha de seu filho Flávio, num antigo inquérito sobre a empresa Eucatex, da família.

De acordo com o advogado de Flávio, José Roberto Batocchio, o inquérito investiga se o filho do ex-prefeito teria tido informações privilegiadas em um investimento feito na Bolsa de Valores de São Paulo. Questionado se iria usar os mesmos argumentos apresentados pela defesa de Flávio no pedido de habeas corpus, Leal respondeu: “Não sei, ainda não tive tempo de ver os argumentos que o Batocchio usou”.

O advogado de Flávio Maluf, José Roberto Batocchio, deu entrada ontem à tarde com pedido de habeas corpus para seu cliente. Ele rebateu a justificativa para a prisão preventiva de Maluf e Flávio de que ambos tentaram coagir o doleiro Vivaldo Alves, o Birigüi - que teria operado para a família no Exterior - a não revelar detalhes da operação à polícia.

O ex-prefeito e seu filho estão detidos na sede da Superintendência da PF desde o último sábado. Eles são acusados de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Se condenados, a soma das penas mínimas é de oito anos de prisão.

O advogado rebateu a justificativa para a prisão preventiva de Maluf e Flávio de que ambos tentaram coagir o doleiro Vivaldo Alves, o Birigüi - que teria operado para a família no Exterior - a não revelar detalhes da operação à polícia.

Segundo a assessoria de imprensa do TRF, o habeas corpus é um instrumento de “urgência urgentíssima”. Por isso, tem de ser analisado no prazo de 48 horas. O juiz federal Luciano Godoy é o responsável por apreciar a liminar.

Pai e filho são acusados de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Se condenados, a soma das penas mínimas é de oito anos de prisão.

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