Nacional

Defesa pede habeas corpus para Maluf

Folhapress
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São Paulo - Advogados de Paulo Maluf pediram ontem ao Tribunal Regional Federal (TRF) que a prisão preventiva do ex-prefeito seja imediatamente suspensa. Argumentam que, como “político de expressão nacional”, Maluf merece respeito. “Ainda que não seja admirado por muitos, tanto que não foi eleito nas últimas eleições, (Maluf) é merecedor do devido respeito, e não pode sofrer as humilhações que lhe vêm sendo impostas, amplamente noticiadas pela imprensa”, escreveram os advogados José Roberto Leal e Américo Masset Lacombe no pedido de habeas corpus entregue anteontem à Justiça.

Maluf entregou-se à sede da Polícia Federal (PF) de São Paulo às 0h20 de sábado, horas depois de a juíza da 2.ª Vara Federal, Sílvia Maria Rocha, ter determinado a prisão preventiva dele e do filho Flávio -preso às 8h30 do sábado. Pai e filho dividem a mesma cela na sede da PF em São Paulo. O juiz federal Luciano Godoy, que substitui a desembargadora Vesna Kolmar, deverá se pronunciar hoje sobre o pedido de liberdade do ex-prefeito e de Flávio - cujo pedido de habeas corpus foi entregue anteontem.

Os advogados de Maluf questionaram o entendimento da juíza federal de primeira instância de que, em liberdade, o ex-prefeito e o filho atrapalhariam o período de instrução penal, quando são ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação. Para a magistrada, a possibilidade de uma interferência indevida de Maluf e de Flávio na investigação ficou “sobejamente demonstrada” pelas interceptações telefônicas.

Nas conversas gravadas, Flávio é flagrado tentando impedir o depoimento de Vivaldo Alves, o Birigüi, à PF. Birigüi era o doleiro dos Maluf no Exterior.

Ontem, em sua primeira entrevista ao vivo depois de preso, Maluf reclamou da comida (“não daria nem para o cachorro”) e disse que os netos lhe ajudam a suportar a prisão. À TV Bandeirantes ele reclamou do fato de Flávio ter sido algemado pela PF.

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