Muitos perguntam se a Nova York de 2005 é a mesma de antes dos atentados de 11 de setembro de 2001. Quem foi antes e depois garante que a cidade continua com o mesmo charme, embora mais medrosa com qualquer tipo de alarme.
Se antes as sirenes não incomodavam os transeuntes e eram até uma das marcas de uma metrópole em constante ebulição, hoje já causam um certo desconforto. Mas nada que abale o ânimo de seus moradores e dos milhares de imigrantes que a escolheram para viver.
Pesquisa aponta que quando se fala de Nova York a primeira idéia que vem à cabeça são as centenas de táxis amarelos que rodam pela ilha de Manhattan. Conduzidos por indianos, paquistaneses, marroquinos e salvadorenhos, eles chegam a 12.500, gerando renda de US$ 1,5 bilhão ao ano.
O valor conquistado pelos taxistas é muito se comparado aos US$ 4 bilhões que o governo brasileiro reserva para todo o Estado do Rio de Janeiro. Mesmo assim as tarifas são razoáveis em comparação às brasileiras, embora embutindo a gorjeta obrigatória. Os taxistas ficam muito bravos se algum cliente esquece os 15%. Os brasileiros, sovinas, têm fama de maus pagadores. Portanto, faça a sua parte se estiver afivelando as malas para lá.
Embora soe como um programa sinistro, fúnebre, uma das corridas mais solicitadas leva até ao Marco Zero, a cena mundial da maior tragédia americana.
O imenso quarteirão que abrigava as enormes torres gêmeas com mais de 100 andares, e onde morreram quase 3.000 pessoas contando também os passageiros dos aviões que as atingiram, já foi o símbolo do poder econômico norte-americano e hoje é um marco para a reflexão.
Enquanto o projeto arquitetônico que transformará o lugar num imenso jardim e onde será construído o maior edifício do mundo não sai da maquete, os visitantes depositam flores e rezam pelas vítimas de Bin Laden. São mais de 50 mil pessoas circulando por dia, num lugar onde passavam mais de 200 mil indo e voltando do trabalho.
A tragédia abalou os norte-americanos, mas o turismo se recuperou com rapidez. Afinal, Nova York é a capital cultural do mundo, lugar onde as pessoas se encontram, mesmo que não tenham tempo de se conhecer. Resumindo, um caldeirão de gente que se junta e se dá bem.
Times Square
O lugar mais visitado de Nova York continua sendo a Times Square, a esquina do mundo, a Disney da vida real, que reúne 250 restaurantes, lanchonetes e os espetáculos premiados da Broadway. São ao todo 40 salas que chegam a receber 11,2 milhões de pessoas ao ano.
Pelo quadrilátero, segundo o NYC& Company, passam cerca de 26 milhões de visitantes, entre nativos e estrangeiros. Lá, uma polegada de anúncio luminoso custa de US$ 5 mil a US$ 20 mil dólares por mês, que é visto por pessoas de mais de 100 nacionalidades.
A Times Square está localizada abaixo da parte sul do Central Park, indo da rua 40 a 53, com a avenida Broadway cortando-a ao meio, entre a Oitava e a Sétima Avenida.
A esquina das luzes começou timidamente em 1895, quando um imigrante chamado Oscar Hammerstein inaugurou o Olympia Theatre, um complexo de entretenimento com três teatros e um jardim de teto, chamando o pedaço de Longacre Square. A designação atual veio em 1904, numa homenagem ao jornal The New York Times, que se instalou na rua 43 Oeste.
Depois de passar por momentos bravos em que a prostituição rolava solta e a sujeira também - dizem que 200 mil ratos ainda habitam o lugar -, ganhou cara nova, mais limpa, mais bonita, graças a um trabalho de fôlego do ex-prefeito Rudolph Giuliani.
Quem pretende assistir espetáculos famosos como “O Fantasma da Ópera”, “O Rei Leão” e “A Bela e a Fera” e depois circular por grandes magazines e se esbaldar com massas deve reservar um tempo para curti-la.