Polícia

Dois detentos tentam fugir da P2

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Dois presos da Penitenciária “Doutor Eduardo de Oliveira Viana”, a (P2), de Bauru, tentaram fugir anteontem do pavilhão disciplinar usando como armas estiletes de plástico e simulando uma briga. Marcelo da Silva Alves e Adalberto Aparecido da Silva foram contidos pelos agentes penitenciários ainda no pavilhão. Um dos funcionários sofreu ferimento leve na mão direita.

Apesar do Boletim de Ocorrência registrado no plantão policial indicar tentativa de fuga e resistência, o diretor-substituto da P2, Luiz Fernando Alves, avalia que seria muito difícil a fuga da ala disciplinar. “O que eles tentaram foi fazer o guarda refém para reivindicar possivelmente uma transferência.”

De acordo com o BO, os presos acionaram os agentes por volta das 19h40 para separar o que seria uma briga na cela seis do pavilhão disciplinar. Segundo consta no boletim, os seguranças abriram o xadrez porque acreditaram que era um confronto e os detentos teriam alegado a necessidade da separação.

Ao abrir a cela, o agente penitenciário Lúcio Jacinto, 45 anos, foi atacado. No confronto com os seguranças, os dois presos foram dominados a 10 metros da cela, na gaiola 2. Jacinto e quatro agentes penitenciários controlaram a ação dos detentos.

Segundo o BO, para dominar os presos foi necessário uso de força física moderada. Também ficou registrado que Jacinto teve um ferimento na mão e os estiletes de plástico foram apreendidos.

Luiz Alves esclarece que a dupla de presos confeccionou artesanalmente os estiletes feitos com escova de dentes e um pente. O diretor-substituto ressalta que foi instaurada uma sindicância interna e será solicitada à Coordenadoria Regional Noroeste da Secretaria de Administração Penitenciária a remoção dos detentos para o regime diferenciado especial.

Fuga

Em março deste ano, um detento fugiu da P2 e outro não escapou porque foi ferido à bala. No momento da fuga, ambos trabalhavam na fábrica instalada dentro do presídio. De acordo com informações da PM na época, eles pularam para o telhado da oficina, saltaram a muralha e chegaram ao alambrado externo, cortando o arame com alicates. A fuga do preso interrompeu quatro anos sem registro de evasão da P2.

Em julho, um outro preso tentou fugir do pavilhão 2 da mesma penitenciária saltando a muralha de seis metros, mas foi capturado antes que conseguisse ultrapassar um dos alambrados.

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