Nova York - Após café da manhã com investidores americanos ontem em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que a decisão do Banco Central (BC) de baixar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual anteontem tivesse ocorrido por pressão do Executivo. Segundo ele, política e campanha eleitoral não se misturam com política econômica.
Com os empresários, Lula causou boa impressão ao se antecipar a questões sobre os escândalos de corrupção e explicou que os programas de governo e projetos de reforma não serão afetados.
“A economia não será mexida por conta de política e de campanha eleitoral. Nós tomamos a decisão de que o Brasil não pode jogar fora a oportunidade de se transformar num país de economia sólida. Se o presidente da República ou o ministro da Fazenda brincarem com a economia porque vai ter eleição, a gente vai jogar fora uma oportunidade, como tantas vezes foi jogada fora no Brasil”, disse Lula.
Segundo Lula, a queda de juros, amplamente esperada pelo mercado, foi decisão independente dos “responsáveis pela política econômica”. “Chegou o momento. A economia está sólida, crescendo. Os empregos estão crescendo, e o PIB vai crescer”, justificou. Segundo ele, o momento marca o começo de “um novo ciclo de crescimento sustentável”.
O presidente não quis repercutir outros assuntos de política interna, só disse rapidamente que as investigações e a limpeza no Congresso Nacional “ajudam”.