O Partido dos Trabalhadores (PT) promove amanhã, das 9h às 17h, o Processo de Eleições Diretas (PED) que escolherá os novos diretórios municipais, estaduais e nacional da legenda. Em Bauru, 870 filiados têm direito a voto, desde que não estejam em atraso com o pagamento da contribuição anual.
A atual presidente municipal do PT, Estela Almagro, candidata à reeleição, explica que as urnas estarão instaladas em quatro pontos da cidade. Segundo ela, cerca de 70% dos eleitores estão inscritos para votar no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (rua Monsenhor Claro, 5-31). Os demais estão divididos entre o Núcleo Geisel (avenida das Laranjeiras, 5-89), Vila Dutra (alameda Pirajuí, 4-41) e Jardim Prudência (rua Manoel Faria Inojosa, 6-03).
A apuração terá início logo após o final da votação e será realizada no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. A previsão é que a contagem das cédulas leve cerca de uma hora. Os dados da eleição estadual e nacional serão enviados, via Internet, para o comando do partido, em São Paulo. “O próprio sistema eletrônico também indicará quantos membros de cada chapa irão compor o diretório municipal”, relata Almagro.
Em Bauru, as chapas comandadas pela atual presidente e pelo sindicalista Roque Ferreira disputam as 29 vagas do diretório municipal. A indicação de membros será proporcional ao resultado do pleito, ou seja, se um grupo conquistar 70% dos votos, por exemplo, terá direito a ocupar igual percentual de cargos.
A eleição para a presidência é em separado. Ferreira e Almagro, que ocupa o cargo desde 1999, são os candidatos em Bauru. Vencerá quem obtiver 50% mais um dos votos válidos. O mandato é de três anos.
Há oito chapas inscritas para o diretório estadual. A presidência do partido é disputada pelos candidatos Maria Emília Misa, Maria Angélica Fernandes, Jilmar Tatto, Orlando Fantazzini Neto, Ivan Valente e Paulo Frateschi, atual comandante do PT em São Paulo.
Já o diretório nacional conta com 10 chapas credenciadas. Os inscritos para concorrer à presidência são Ricardo Berzoini, Raul Pont, Maria do Rosário, Plínio de Arruda Sampaio, Markus Sokol, Valter Pomar e Gegê.
Para que o pleito seja válido, é necessária a presença de pelo menos 15% dos eleitores. Apesar da crise que o partido atravessa, Alamagro acredita que o índice mínimo será alcançado em Bauru. “Não temos nenhuma preocupação quanto a isso”, comenta.
Nacionalmente, porém, a tarefa de alcançar os 15% é mais difícil, já que há 800 mil filiados. Também há a possibilidade de segundo turno caso as chapas e candidatos a presidente não atinjam os 50% mais um dos votos válidos.
Almagro lembra que os militantes inadimplentes poderão quitar os atrasados nos postos de votação e, com isso, retomam o direito de participar do PED. Ela ressalta, porém, que é preciso estar filiado ao PT há pelo menos um ano e ter feito parte do recadastramento realizado no ano passado.
A intenção da legenda era utilizar urnas eletrônicas, mas o pedido para cessão dos equipamentos foi negado pela Justiça Eleitoral em razão do referendo do desarmamento, programado para o dia 23 de outubro. Com isso, a votação será em cédulas de papel.
Em Bauru, os grupos do sindicalista Jesus Garcia e do ex-vereador Isaías Daibem também haviam inscrito chapas, mas elas foram impugnadas porque a comissão eleitoral encontrou irregularidades nos processos de solicitação de candidatura.