Um dos baluartes da candidatura do atual prefeito de Bauru foi a proposta de melhorias na área de saúde. Pois bem, vamos aos fatos: hoje, 16 de setembro de 2005, estive no posto de saúde do Núcleo Beija-flor por volta das 10h, no intuito de verificar minha pressão arterial, pois me encontrava sentindo mal. Saliento que estava trabalhando e que meu local de trabalho é em frente ao posto; é só atravessar a rua. Mesmo afirmando que faço parte do programa de hipertensão, a atendente limitou-se a mostrar-me um cartaz em que, de acordo com o que estava escrito, configurava-se que minha pressão só poderia ser medida entre 13h e 16h. Sendo assim ela não tirou minha pressão. Minha mãe também faz parte do programa de hipertensão e diabetes. No dia 14 de setembro pela manhã, ela passou mal e teve de ser atendida no PS Central. Lá foi medicada e como a pressão estava em 22/12, foi orientada a comparecer, no período da tarde, ao posto de saúde próximo a sua residência para verificar a pressão arterial. Trata-se do mesmo posto citado anteriormente. Lá chegando recusaram-se a lhe tirar a pressão pois, de acordo com quem a atendeu, não era horário.
O que posso abstrair deste ocorrido? Talvez seja ignorância minha não saber que nas regulamentações municipais consta os horários em que pode-se ficar doente! Se não posso ser atendida fora do horário pra que serve o programa de hipertensos? Como vocês acham que ficou minha pressão ao se negarem a me atender? O que acontece: falta de funcionários? Baixa remuneração? Descaso ou desprezo? O que devo fazer: pego uma barra de ferro e quebro tudo, como fizeram no INSS? Rezo a Deus pedindo que os perdoem, pois não sabem o que fazem? Ou na próxima eleição acredito menos e analiso mais? Deixemos que a voz do povo decida!
Fátima Aparecida Frederico Ribeiro - RG 16.485.435-2 - e Fátima Aparecida Novaes Rocha - RG 9.585.042-9