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Procurador-geral afirma ter novas provas da existência do ‘mensalinho’

Folhapress
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Brasília - O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, afirmou ontem que recebeu um documento de um órgão público que comprovaria que o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), recebeu “mensalinho” por mais de um ano. O documento apontaria uma transferência bancária feita pelo empresário Sebastião Buani para Severino.

O procurador não deu detalhes sobre a data da transferência tampouco sobre o valor da transação. Souza reafirmou que existem provas suficientes da prática de crime por parte de Severino. “Os elementos são bastante consistentes quanto à participação dele (Severino Cavalcanti)”, afirmou.

O procurador afirmou ainda que surgiram novas informações que comprovariam a versão de Buani sobre a cobrança de propina. “Há elementos (novos) que corroboram a versão do empresário no sentido de que os valores eram destinados ao deputado”, acrescentou.

Buani afirmou que pagou propina a Severino, à época em que ele era primeiro-secretário da Câmara, para garantir a prorrogação da concessão de funcionamento do restaurante Fiorella. Como prova, ele apresentou um contrato irregular e um cheque de R$ 7.500,00 entregue para Gabriela Kenia Martins, secretária de Severino.

Na avaliação do procurador, o cheque já mostra a prática de crime. Mesmo assim, ele decidiu pedir novas diligências em vez de denunciá-lo logo ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela prática de crime. “Tenho elementos que vão além disso (do cheque)”, declarou, sem dizer quais seriam os elementos.

Inicialmente, Buani disse que teria pagado a propina apenas em 2003. O cheque, no entanto, é datado 2002. O documento ampliaria o prazo da prática do crime. O documento será encaminhado hoje ao Supremo.

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