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Furto de R$ 2 milhões da PF pode ter sido encomendado, diz delegado

Folhapress
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Rio - Segundo a linha de investigação mais forte sobre o furto de cerca de R$ 2 milhões da Superintendência da Polícia Federal (PF), no Rio, policiais federais podem ter cometido o crime para “vender” o dinheiro para a própria quadrilha de narcotraficantes internacionais de quem os valores foram apreendidos. Essa é a principal hipótese levantada sobre o furto, que ocorreu entre domingo e segunda-feira, de acordo com o delegado Getúlio Bezerra, diretor de Combate ao Crime Organizado da PF. “Há outras possibilidades, como eles terem roubado para eles próprios, mas a linha mais forte é o furto em nome da quadrilha.”

Ontem, mais 15 policiais federais, que estavam na superintendência quando ocorreu o furto, foram ouvidos pela corregedoria. Segundo o corregedor da PF, Victor Hugo Poubel, todos forneceram detalhes importantes. Poubel disse que uma pistola também foi furtada do armário do escrivão-chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). No armário, estava a chave do cofre que guardava o dinheiro.

Poubel também confirmou que uma das principais linhas de investigação é que os autores do furto podem estar ligados a outros crimes, que ocorreram dentro da sede do órgão no Rio. Um desses crimes, conforme a “Folha de S.Paulo” publicou ontem, foi o furto de um talão de cheques apreendido na operação que prendeu o publicitário Duda Mendonça, durante uma rinha de galos, em outubro do ano passado. “Há uma linha de investigação nesse sentido, que pode vincular o furto do dinheiro a outros crimes. O certo é que quem roubou o dinheiro conhecia a DRE.”

Poubel disse também que ainda não foram remetidas para a corregedoria as cópias das notas que foram furtadas. A PF não confirmou se essas cópias existem. Na segunda-feira, o superintendente em exercício, Roberto Prel, havia informado à imprensa que as notas foram copiadas e sua numeração seria distribuída para instituições financeiras, de modo que, ao entrar em circulação, sua origem seria rastreada. “Já fizemos o pedido, mas essas cópias ainda não foram enviadas para a corregedoria”, disse Poubel.

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