As denúncias sobre as eleições internas do PT de Bauru, levada a cabo pela atual maioria da direção municipal no último domingo, 18/9, foram mais um golpe na democracia e na organização interna do PT. O processo eleitoral foi viciado desde o princípio, devido à não constituição de uma Comissão Eleitoral. Com isso, toda a eleição ficou sob controle da maioria da executiva do partido, ou seja, pelo grupo político de Estela Almagro e do vereador Batata. Foi um absurdo que candidatos das chapas de oposição, devidamente qualificados e reconhecidos quando da inscrição das mesmas, tivessem seus nomes suprimidos das listas de votação.
As urnas foram espalhadas em quatro locais de votação para cerca de 800 filiados, sendo que algumas foram colocadas nas casas de membros da chapa de Estela. Na urna do Geisel, um fato inusitado, quase 140 filiados (mais de 90% dos filiados naquele bairro) teriam votado entre as nove e dez horas da manhã, quando ainda não havia ficais da oposição. Das dez até o final do pleito, às 17 horas, com a presença dos fiscais, somente mais três militantes votaram...
Essas são práticas que destroem o PT como instrumento de organização dos trabalhadores e do povo para lutarem por seus direitos. É necessário lembrar o manifesto de fundação do partido que diz que o “PT nasce da vontade de independência política dos trabalhadores, já cansados de servir de massa de manobra para partidos e políticos comprometidos com a atual ordem econômica”. Desafio o núcleo dirigente do PT a fazer uma eleição limpa para verificarmos de fato o que pensam os petistas sobre os métodos e as práticas políticas da atual direção.
Roberto Machini, bancário, militante do PT e apoiador da chapa Terra, Trabalho e Soberania - RG 23.954.722-6