Polícia

Comerciante defende policial acusado de ter agredido grávida

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O comerciante Renato Palmeira de Paula procurou o Jornal da Cidade ontem para relatar fatos que presenciou e defender um policial militar acusado de abuso de autoridade por Adriana Regina Solano, 30 anos, mãe de seis filhos e grávida de sete meses. Paula, que foi testemunha da prisão de Paulo Sérgio de Melo, marido de Adriana, afirma que ouviu a mulher e outras pessoas comentando que iriam denunciar o policial dizendo que ele havia agredido a grávida.

“Eu fiquei indignado ao saber que esta mulher, que eu ouvi conversando com mais três ou quatro pessoas do lado externo da delegacia, falando que iria prejudicar o policial dizendo que ele tinha chutado a barriga dela, realmente registrou boletim de ocorrência e procurou a imprensa”, argumenta. Ele não acredita que a mulher tenha sido agredida.

Paula, que estava chegando na casa de sua mãe, na Vila Industrial, quando viu Melo pulando o muro de uma casa, também não acha que o ferimento no rosto do rapaz tenha sido causado por policiais.

“Saí correndo atrás dele e depois gritei ‘pega ladrão’. Juntou umas cerca de 150 pessoas atrás dele, querendo linchá-lo. Chegaram a bater a cabeça dele contra o muro e eu tentava tirá-lo da multidão. Depois chegou a Polícia Militar, encontrou uma câmera, algumas jóias e dinheiro com ele e o prendeu”, conta.

Conforme o Jornal da Cidade publicou ontem, Adriana registrou boletim de ocorrência acusando um dos três policiais que prenderam Melo de abuso de autoridade, afirmando que ele a empurrou, falou com ela de forma truculenta e ameaçou a agredi-la com a coronha do revólver.

O caso será apurado no 1.º Distrito Policial. A Polícia Militar, que também investiga a denúncia, já havia informado que a mulher havia ficado agressiva ao ver o marido preso e avançado contra os policiais.

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