Bairros

Primavera promete chuvas fortes

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

A primavera começa hoje com projeção de pancadas fortes de chuva nos finais das tardes a partir da segunda quinzena de outubro em Bauru. O Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) projeta que, nos três meses de estação, serão acumulados 150 milímetros de chuva, quantidade bem acima dos 102 milímetros registrados no ano passado. A precipitação de chuva de 2004, conforme o instituto, ficou abaixo da média histórica dos últimos oito anos, que é de 127 milímetros.

A estação das flores, como é conhecida a primavera, chega exatamente às 19h23 de hoje e se prolonga até o dia 21 de dezembro. A meteorologista do IPMet, Zildene Pedrosa Emídio, explica que a primavera em Bauru promete temperaturas elevadas e aumento da umidade relativa do ar. Ela acrescenta que as características da estação se acentuam no meio do mês de outubro. Emídio alerta para as chuvas fortes que costumam alagar alguns pontos da cidade e causam transtornos, principalmente, para os motoristas.

Conforme a meteorologista, depois da segunda quinzena de outubro a previsão é que a primavera começará a ficar com “cara” de verão. À tarde, a expectativa é deságuar tempestades de curta duração, só que intensas, marcadas por raios e trovoadas. O instituto prevê temperaturas médias de 24 graus e máximas entre 30 e 31 graus. Porém, Emídio comenta que a primavera apresenta temperaturas acima das máximas, podendo chegar a 37 e 40 graus em alguns dias.

Sob o sol de agosto deste ano, houve dias com temperatura de 30,8 graus e umidade do ar de 20%, que são determinantes para a sensação de calor intenso. Emídio comenta que a umidade média do ar deverá ficar em 60% na estação. Os dias nublados e chuvosos podem apresentar umidade superior a 100%.

Colorido na rodovia

Um canteiro com flores, legumes e verduras na beira da rodovia Marechal Rondon (SP 300), em Bauru, chama a atenção de quem passa de carro em alta velocidade ou mais vagarosamente para entrar em Bauru pela avenida Cruzeiro do Sul.

Todos os dias, o professor da rede pública estadual Salvador Rodrigues Júnior contempla a paisagem delicada cultivada na beira da estrada, na pista no sentido Interior-Capital. O misto de horta e jardim é fruto da dedicação diária de Cristiano Antônio Spagnol e Alexandre Marciano. Eles trabalham como chapas (trabalhador autônomo que carrega e descarrega cargas) na beira da rodovia e, enquanto esperam aparecer um serviço, cultivam hortaliças e plantas.

Júnior vê na iniciativa dos dois um exemplo. “Chama a atenção porque esse pessoal é chapa e está acostumado ao trabalho pesado, mas tem enorme sensibilidade no trato com as plantas”, ressalta.

Spagnol diz que sua atividade profissional exige força e o local de espera por trabalho não era agradável. Cultivar os canteiros foi uma forma de passar o tempo.

Do outro lado da cidade, no Parque Real, os moradores têm uma vista privilegiada do pôr-do-sol. “É um dos melhores lugares de Bauru para se ver o pôr-do-sol”, diz Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil.

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