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Corregedoria identifica sete agentes suspeitos por furto na PF carioca

Folhapress
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Rio - A Corregedoria da Polícia Federal (PF) afirma que identificou ao menos sete agentes federais acusados de participação no furto de R$ 2 milhões em euros e dólares da sede da PF no Rio de Janeiro. De acordo com a apuração, quatro agentes atuaram diretamente no furto e três deram apoio à ação. Eles não tinham sido presos até a noite de ontem.

Os sete estão entre os 59 policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e dos grupos que estavam de plantão no final de semana do furto. Todo o grupo foi remanejado para cumprir serviços burocráticos enquanto durar a investigação. Os quatro que atuaram diretamente entraram na DRE e arrombaram as portas internas em uma ação simultânea, para minimizar ao máximo o barulho. Os dois sacos onde estavam o dinheiro foram, presumivelmente, jogados de uma sacada para a rua onde fica um terminal rodoviário, ao lado da sede da PF.

Esse grupo já teria trabalhado na DRE e possuiria vínculo com uma rede de agiotagem que opera no Rio de Janeiro. Esses agiotas descontaram dois cheques supostamente apreendidos pela PF na rinha onde o publicitário Duda Mendonça foi preso, em outubro. Com folhas assinadas pelo dono do clube onde ocorria a rinha de galos, o talão teve dois cheques, um de R$ 15 mil e outro de R$ 3 mil, descontados no banco.

O diretor-geral da PF, delegado Paulo Lacerda, chegaria ontem à noite ao Rio para acompanhar as investigações sobre o furto por determinação do ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos. Bastos disse, em Brasília, que “é prioridade para a PF elucidar essa situação” e que, para isso, “estão sendo feitos todos os esforços e diligências possíveis”.

Hoje, Lacerda reúne-se com o superintendente em exercício no Rio, Roberto Prel, para receber informações sobre o inquérito e a sindicância em andamento. Prel nega que haja uma intervenção branca na unidade. “A presença do diretor-geral no Rio significa a unidade da PF e representa, para nós, um apoio importante. Não é uma intervenção”, disse Roberto Prel. Lacerda também afirmou que sua ida ao Rio não é intervenção. Ele retorna a Brasília no domingo.

O superintendente em exercício também afirmou que a PF espera reaver o dinheiro furtado e que uma linha de investigação tenta estabelecer um elo entre a quadrilha investigada e os agentes responsáveis pelo furto. A Operação Caravelas desarticulou um grupo acusado de enviar cocaína colombiana para a Europa pelo Brasil.

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