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Volume alto é ‘vilão’ dos danos em som

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Má utilização causada pelo desconhecimento ou teimosia. Essas são as origens principais dos danos em equipamentos sonoros dos veículos e, nesse quesito, o principal “vilão” é o volume excessivo, que ultrapassa os limites da aparelhagem instalada no carro.

“Esse problema responde por 50% a 60% dos serviços de assistência e reparos daqui”, estima o técnico bauruense Carlos Flávio da Silva, que trabalha em uma empresa especializada na instalação de som automotivo. Ele conta que o hábito é freqüente e disseminado entre os usuários. “Muitos acham que o som não tem limites e erguem o volume em demasia, causando distorções e queimas de alto-falantes, cornetas e até módulos”, adverte.

Por isso, Silva recomenda o uso consciente do sistema sonoro veicular. “Não é porque um toca-CD ou rádio tem marcação de volume até 50 que significa que se pode erguer o som até essa marca. Normalmente, os instaladores alertam os clientes sobre o volume máximo em que a pessoa pode usar o equipamento sem distorções, mas muitas vezes são conselhos ignorados”, lamenta o técnico.

Quem insiste nessa “brincadeira” corre o risco de arcar com um prejuízo longe de ser barato. “Equipar o carro com uma instalação comum, com toca-CD, alto-falantes e módulo, não sai por menos de R$ 1.000,00”, enfatiza. Assim, para quem pensa em trocar ou mesmo colocar pela primeira vez uma “somzeira” no automóvel, as dicas fundamentais são familiarizar-se com o equipamento e ter em mente o perfil de uso do sistema sonoro.

Mas, além das preocupações com o volume, Silva cita outros cuidados essenciais que também devem ser tomados com o som do carro. Para quem tem filhos pequenos, a atenção deve ser rebobrada com moedas. “Já pegamos vários casos de toca-CDs queimados em virtude da colocação desses objetos no leitor do aparelho. As crianças vêem as pessoas colocando os CDs naquele orifício e, quando estão com moedas, pensam que é um brinquedo e tentam imitar”, destaca.

Já quem é “fã” de CDs piratas também deve pensar duas vezes para continuar com o hábito. Isso porque, segundo Silva, os aparelhos não são fabricados para reproduzi-los. “As pessoas se iludem, principalmente pelo preço mais barato do CD e pelo fato do equipamento tocar o disco por um tempo. O que muitos não se atentam é que, com o uso, o leitor do CD vai se enfraquecendo e estraga. Pode ser o melhor toca-CD do mundo, mas vai dar problema. Isso é certeza”, alerta Silva.

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Você sabia que...

• Deve tomar cuidado com infiltrações de água no porta-malas do veículo? A umidade pode causar problemas nos módulos normalmente instalados nesse local.

• Dependendo do modelo do veículo, a troca dos sistemas sonoros originais pode exigir também a substituição do toca-CD ou rádio?

• Quando for comprar os equipamentos sonoros, deve adquirir alto-falantes que toquem mais alto do que o som que você quer realmente escutar? Assim não será necessário usar o volume máximo, evitando distorções sonoras.

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