Montevidéu - Os jogos foram arrastados, o último deles, sofrido. E no primeiro dia do duelo com o Uruguai, o Brasil marcou apenas um ponto pela Terceira Divisão da Copa Davis. Flávio Saretta tropeçou diante da revelação uruguaia Pablo Cuevas, 19 anos e 496 do mundo.
O brasileiro largou atrás no jogo e perdeu o primeiro set por 6/3. No segundo, no entanto, mostrou recuperação e devolveu o placar. Mas o fôlego de Saretta, 108 do mundo, parou por aí. Jogando mal nos dois sets seguintes e diante de um Cuevas muito superior, viu o placar marcar 6/4 e 6/2.
O tenista foi escolhido pelo capitão Fernando Meligeni para formar a dupla principal ao lado de Gustavo Kuerten porque vinha mostrando mais ritmo no saibro. Com isso, Ricardo Mello, melhor tenista do País na atualidade, ficou no banco de reservas.
Hoje, às 14h, Saretta volta à quadra ao lado de André Sá para pegar Pablo Cuevas e Martin Vilarrubi (668º). A definição só acontece domingo, quando Saretta pega contra Marcel Felder, 488º, e Guga, Cuevas.
O Brasil havia largado na frente com Guga. No saibro pesado, que deixou o jogo lento, o brasileiro mostrava paciência para devolver as bolas contra Felder nos dois primeiros sets e dava sinais de que o jogo acabaria logo: 6/1 e 6/0. Mas voltou para a terceira etapa sem o mesmo ritmo e sacando mal. Resultado: Felder abriu 5/1 e fechou sem dificuldade em 6/3. No set seguinte, Guga “acordou” e mesmo enfrentando mais resistência do adversário, conseguiu marcar 6/4.
“O que mais me atrapalhou foi o fato de ter jogado mal um ou dois games e ter ficado pensando nisso. Sou um cara perfeccionista e não admito, depois de ter jogado tão bem dois sets, jogar mal um ou dois games”, disse Guga.
“É normal acontecer isso em uma partida de cinco sets. Normalmente eu jogava umas 20 partidas desse tipo durante o ano, era uma coisa totalmente normal. Tenho que me acostumar de novo”, completou.
Os brasileiros tentam tirar o Brasil da Terceira Divisão da Davis, pior posição que já enfrentaram no torneio entre países. O time sofreu queda vertiginosa após boicote dos principais tenistas do país no ano passado como forma de protesto contra o ex-presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT).