• Prefeito reage
Tuga Angerami reagiu ao comentário veiculado ontem, nesta coluna, sobre o papel da CEF e da Emdurb na obtenção de R$ 200 mil a fundo perdido para aplicar na instalação de 100 pontos de ônibus na periferia da cidade. O município correu o risco de perder a verba. Angerami revela que se recusou, no primeiro momento do fato, a assinar uma declaração levada a ele atestando que o administração não tinha pendência com a União, condição para liberação do programa.
• Recado direto
Tuga Angerami comenta, em tom de crítica ácida, que os que participam do governo e os agentes de confiança que têm relações com a administração precisam aprender que “aqui não se assina declaração falsa e nenhum documento em desacordo com a lei”. O recado, direto, foi para quem levou a declaração submetida a Tuga no momento em que ainda havia pendência com certidão do governo federal. Para ficar mais claro, quem levou a ele foi o presidente da Emdurb e vice-prefeito, Renato Purini.
• Crédito devido
Por esta razão, o prefeito acrescenta que o crédito para a obtenção do recurso federal deve, sim, ser dado ao secretário Jurídico, Célio Parisi, e aos vereadores. Tuga argumenta que a Parisi, por este ter conseguido na Justiça a liberação do município da lista de inadimplentes. E aos vereadores, por terem autorizado o convênio de forma ágil, permitindo a garantia para a obtenção dos recursos.
• Mais alfinetadas
“O contrato chegou no último dia para assinar e quem trabalha conosco tem de aprender que cumprimos a lei e por isso precisava autorização legislativa”, alfineta Tuga, numa evidente, mas ainda velada crise de relacionamento com seu vice. Isso pode ir longe se não houver um cachimbo da paz. É a velha escrita se renovando: prefeito e vice dificilmente se entendem nesta cidade, há anos...
• Outro conflito
Matéria na página cinco da edição de hoje mostra que não será, mais uma vez, tão fácil assim o encontro de contas entre a Emdurb e a prefeitura em razão da contabilização de débitos de gestões passadas. Tuga dá outra alfinetada, agora no processo de lançamento de valores relativos às pendências. O relatório da auditoria da Emdurb sai até o início de outubro, quando será conhecida a posição do governo a respeito do tema.
• Devolução
A Justiça expediu sentença para que o ex-presidente da Câmara Municipal e atual vice-prefeito, Renato Purini, devolva valores relativos ao pagamento de salário de uma assessora parlamentar que não teria atuado durante sua passagem pelo Legislativo. A sentença determina a devolução e aplicação de multa, mas não considerou tal fato um ato de improbidade administrativa. O ex-vereador vai recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça.
• ‘Guarda-chuva'
Esta é a definição dada pelo prefeito Tuga Angerami aos convênios que a administração pretende firmar nas próximas semanas em diferentes áreas. Para tirar dúvidas sobre esta e outras questões, o governo se reuniu com o comando do Tribunal de Contas do Estado (TCE), anteontem, em São Paulo. O governo foi verificar se é necessário licitar ou não os convênios.