Política

PV se reúne hoje para discutir 2007

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O Partido Verde (PV) reúne suas principais lideranças regionais hoje, na Câmara Municipal, a partir das 10h, para discutir o processo de escolha dos candidatos a deputado em 2007. A legenda quer participar da eleição com pelo menos seis candidatos da região à Câmara dos Deputados e oito a Assembléia Legislativa. O presidente nacional do PV, José Luiz Penna, estará presente, juntamente com deputados estaduais e o representante na Câmara dos Deputados, Jovino Cândido. O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Luiz Carlos Valle, volta a ser lembrado para disputar a eleição de 2007.

Valle se filiou ao partido no início deste ano, depois de ter disputado a Prefeitura Municipal de Bauru em 2004 pelo PSB. Ele e o vereador Primo Mangialardo, deixaram a legenda socialista para buscar espaço na legenda verde. O encontro de hoje vai reunir os diretórios municipais do Partido Verde do Centro-Oeste Paulista, composto por 69 municípios.

Além do presidente nacional, Penna, os verdes vão participar da reunião com as presenças do líder do PV na Assembléia Legislativa, deputado Giba Marson, o 3º Secretário da mesa diretoria da Assembléia Legislativa, deputado Ricardo Castilho; o vice-líder do PV na Câmara Federal, deputado Marcelo Ortiz, o secretário estadual do PV de São Paulo, Claudio Turtelli, o vice-presidente estadual do PV São Paulo, deputado federal Jovino Cândido, o deputado estadual Paulo Sergio e outros membros, como prefeitos, vice-prefeitos e vereadores da coordenadoria regional.

O deputado federal Jovino Cândido vai aproveitar a reunião regional para discutir a proposta de reforma política que está em tramitação no Congresso, cujo texto saiu da Comissão Especial instalada em 2003 da qual ele faz parte. Cândido defende o financiamento público de campanha e o voto em lista para fortalecer os partidos e reduzir as margens de utilização irregular de recursos de campanha no País.

“O projeto prevê financiamento público com o parâmetro de R$ 7,00 por voto. Isso dá um referencial perto de R$ 1 bilhão, que é muito menos que os R$ 8 bilhões já discutidos em caixa um e dois até agora na crise política que vive o País. Esta reforma precisa discutir e aprovar o financiamento público para acabar com o escândalo que vivemos hoje. O voto em lista vai fortalecer as legendas e não será mais necessário cada candidato investir milhões em uma campanha para tentar vencer o colega de legenda, porque o nome do mesmo partido não é mais concorrente”, comenta.

A proposta em andamento na Câmara dos Deputados também prevê a fidelidade partidária por no mínimo três anos e a redução da cláusula de barreira para 2%. A cláusula impõe o percentual de cadeiras que cada legenda tem que obrigatoriamente contar no país para continuar existindo. O partido que não cumprir o índice da cláusula deixa de existir. Atualmente, a cláusula de barreira é de 5%, índice contestado por partidos de pequeno e médio porte. O projeto ainda conta com outras modificações, com o fim das coligações proporcionais em todo o País.

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