O Brasil vive uma crise de desigualdade social. Segundo análise da comentarista Miriam Leitão, o Brasil ocupa o terceiro lugar da desigualdade social do mundo. Também, penso eu, com tanta impunidade, jogo de interesse pessoal e má distribuição de renda, muitos políticos estão mais voltados em ter do que para o ser da população. Demonstra dificuldade de compreender a distribuição mais correta dos tributos pagos pela parte da população que não sonega impostos. Isso enquanto há jogadores e políticos ganhando e gastando rios de dinheiro, por ganharem muito em relação ao salário do povo de seu País. É necessário reconhecer o seu valor, mas, por favor, sem exageros. A Constituição traz que “todos são iguais perante a leiâ€. Se são iguais, se há teto para o mínimo, é preciso votar também o teto máximo, sem exageros, onde a população possa compreender a situação sem revolta.
A classe dos deputados, vota seus vencimentos acima do índice do salário vigente, rapidamente. O Judiciário, que tem um salário considerado bom em relação aos demais órgãos do Estado, entra em greve para reivindicar aumento salarial. Ainda não assistimos greve objetivando colocar o serviço público atrasado em dia para a população tão sofrida ter seus processos julgados em menor tempo, em casos diversos (aposentadoria, separação, danos morais, pensão, DNA, inventário etc.). Parece que quanto mais há ajuda sofisticada de softwares e da Internet, onde o mundo pode ser conectado, as filas aumentam, o tempo de espera é maior e cansativo, onde acaba ocorrendo o desespero e a violência entre as pessoas. Outro fato estranho é o avanço tecnológico sem a contrapartida na vida cotidiana dos alunos e professores, principalmente quando trata-se de escola pública, onde está a maioria dos alunos. Existem muitas mudanças em livros, softwares e material didático, quando a maioria dos alunos e professores da escola pública não possui o seu microcomputador em seus lares e os das escolas são insuficiente. Isso sem contar outros “malesâ€.
O professor precisa ser polivalente: a babá, a merendeira, o inspetor de aluno e passa horas dedicando-se ao conhecimento e formação da criança e do adolescente. Cabe ressaltar que, além do horário cumprido na unidade escolar, o professor faz pesquisa, prepara aula, corrige trabalho e prova em casa. Em horário de aula isso é impossível, pois ele tem, em média, mais de 40 alunos por turma, para dar aula e atenção, muitas vezes individualizada dos alunos “inclusãoâ€. Ultimamente, esse profissional encontra-se tão esquecido. (Irma Slaghenaufi - professora - RG 8.139.185)