Brincando entre as flores (Poema perfumado)
Eu já brinquei muitas vezes
de mal-me-quer, bem-me-quer,
desfolhando a margarida
por causa de uma mulher.
A rosa é uma linda flor
com o mais sutil perfume,
com ela brigou o cravo
que dela tinha ciúme.
Tem uma flor tão singela
que nos lembra a realeza,
ela é muito conhecida
como brinco-de-princesa.
Tem certa flor que é chamada
como símbolo de perfídia,
não sei porque dizem isso
da flor que se chama orquídea.
E para quem tem sua amada
eu digo que não se esqueça,
presenteie a cara metade
com um vaso de violetas.
E ao pedir a mão da amada
e para que ela te aceite,
coloque o anel de noivado
dentro de um copo-de-leite.
E para a donzela encalhada
que está a fim de casório,
compre logo e sem demora
o lírio de Santo Antônio.
Existe uma flor cuja história
teve um final engraçado,
quem não lembra da camélia?
a flor que caiu do galho.
E aquela flor tão mimosa
na qual ninguém põe defeito,
é a flor dos apaixonados
que se chama amor-perfeito.
Tem a flor muito engraçada
que ao ganhar um apertão,
parece que da risada
ela é a boca-de-leão.
O girassol é uma flor
que lembra um lindo arrebol,
ela é a rainha seguindo
os passos do seu rei Sol.
Da azaléia eu lhes conto
este hilariante fato,
pois mesmo sendo uma flor
também dizem que é sapato.
E ao findar a brincadeira
não posso deixar de falar,
na flor da semana santa
que é a flor do maracujá,
que no monte do calvário
nasceu branca aos pés da cruz,
e acabou ficando roxa
pelo sangue de Jesus.