A Estância de Barra Bonita (68 quilômetros a Sudeste de Bauru) enfrenta uma das piores crises na arrecadação municipal. Há oito anos, existiam 40 cerâmicas. Hoje, somente 12 estão em funcionamento na cidade e na vizinha Igaraçu do Tietê. Para completar o cenário desfavorável, a modernização da agricultura canavieira acabou com algumas vagas no mercado de trabalho.
Para o prefeito do município, Mário Donizete Floriano Teixeira (PT), esse é o principal desafio da atual administração. “A queda no orçamento decorrente do setor ceramista e da modernização da agricultura canavieira geram o desemprego e esse quadro favorece a crise social, que já é muito grande.”
Ele explica que se as empresas ceramistas não faturam deixam de gerar impostos e fecham, o que sustenta o desemprego. “Essa mão-de-obra era absorvida pela agricultura. Porém, a modernização encerrou algumas atividades. A cidade sobrevive à sombra da antiga usina da Barra, que agora é do grupo Cosan.”
Para superar a má fase, a administração precisaria investir em infra-estrutura, na opinião de Teixeira. “Não conseguimos investir em infra-estrutura básica para criação de novos empregos. Um dos exemplos era fazer a adequação do distrito industrial com asfaltamento, energia, saneamento básico. Porém não temos recursos para investir.”
Sem investimentos, a administração fica de mãos atadas para buscar novas empresas, que em tese gerariam vagas no mercado de trabalho. “Não temos como incentivar as empresas a se instalarem aqui. Não podemos oferecer isenção de impostos nem barracões.”
A falta de recursos para investimentos tem comprometido outros segmentos, explica o prefeito. “Estamos sem poder investir no atendimento de algumas necessidades da população. Exemplo disso é o corte do auxílio-transporte aos estudantes universitários.”
Outro benefício que a administração está controlando é na área da saúde. “Reduzimos o número de exames médicos. É um setor em que gastamos 21% do Orçamento. Parte desse gasto é com a manutenção do hospital Maternidade São José, que é mantido praticamente pela prefeitura. Mensalmente desembolsamos cerca de R$ 200 mil.”
Mas nem tudo é dificuldade na Estância de Barra Bonita, ressalta o administrador. “Estamos buscando alternativas. Abrimos um novo distrito industrial e temos cerca de 20 empresas interessadas em se instalar. Elas são do setor calçadista, cartonagem e alimentício. Acreditamos que quando elas se instalarem parte dos problemas será resolvido.”