Saúde

Lesões podem indicar transtornos mais graves

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

Especialistas do Grupo de Estudos e Pesquisas Psicológicas Integradas à Dermatologia (Eppiderm) salientam que lesões cutâneas podem indicar distúrbios emocionais sérios ou mesmo problemas psiquiátricos, como o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

“Psoríase, vitiligo, escoriações psicogênicas são todos problemas de pele que ocorrem por somatização e a incidência desses problemas nos consultórios é enorme”, comenta a psicóloga Regina Furigo.

Segundo ela, muitas vezes, somente o acompanhamento psicológico simultâneo à medicação dermatológica consegue controlar de modo satisfatório os casos mais crônicos. “E muitas vezes isso pode ser um pouco mais demorado (que o tratamento de outras doenças)”, acrescenta.

O dermatologista Antonio Carlos Martelli lembra que mesmo alterações cutâneas mais simples, como as dermatites, desencadeiam mudanças emocionais importantes, como baixa auto-estima e tendência à reclusão. “Na prática, qualquer lesão na pele prejudica a estética e tem o estigma de doença contagiosa, mesmo não sendo, o que abala o paciente e agrava o problema. Ou seja, torna-se um círculo vicioso. O acompanhamento psicológico ajuda o paciente a lidar melhor com isso, acelerando a recuperação”, finaliza.

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