A Sorri Bauru, que hoje completa 29 anos de atividades, tem motivos de sobra para comemorar a data. Desde a sua fundação, em 1976, a instituição já colocou cerca de 2 mil pessoas no mercado de trabalho. A informação é da administradora da entidade, Maria Elisabete Nardi.
A Sorri atende a pessoas com deficiência física, mental, auditiva, visual-parcial e hanseníase. Dentre seus princípios fundamentais está o que defende que as pessoas com deficiência devem poder viver como qualquer outra, participando ativamente do processo de construção de sua história.
A instituição favorece a integração social através do trabalho, levando o indivíduo à capacitação profissional e promovendo entre as pessoas com e sem deficiência a compreensão das relações sociais.
Seus usuários recebem formação e orientação sobre o mundo do trabalho, na qual é proporcionada situações de vivências para o ensino e aprendizagem de conceitos básicos, gerando o desenvolvimento de competências para futura inserção no mercado de trabalho.
Os cursos são monitorados por uma equipe técnica composta por fisioterapeuta, psicóloga, professores, assistente social, fonoaudióloga, coordenadoras de caso (psicóloga e terapeuta ocupacional), que realizam atividades referentes às suas áreas, de acordo com o plano de cada usuário.
Um dos marcos dos 29 anos de história da Sorri Bauru foi a criação do kit para testes de sensibilidade cutânea, cujo aparelho ficou conhecido pelo nome de estesiômetro, vendido em âmbito nacional e internacional. Em 2002, a instituição firmou convênio com a Secretaria Municipal de Saúde para o desenvolvimento dos Programas de Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde como uma importante estratégia para contribuir na reorientação da assistência ambulatorial e domiciliar. O programa foi implantado inicialmente nos bairros Pousada da Esperança I e II, Jardim Godoy, Parque Jaraguá e adjacências.
A Sorri desenvolve, ainda, um programa de integração social, que busca o desenvolvimento de ações que enfoquem a compreensão da deficiência pela sociedade, levando-a a refletir sobre conceitos, atitudes e responsabilidade de cada um no processo de integração das pessoas portadoras de necessidades especiais.