São Paulo - Fernando Alonso estava na Curva do Lago quando colocou a mão no título mundial de 2005. Retornava para os boxes lentamente, na volta de desaceleração, quando pelo rádio seu engenheiro informou que Kimi Raikkonen cometera um erro no S do Senna.
“Abri um sorrisoâ€, admitiu o espanhol, que durante a semana esforçou-se para manter uma atitude fria, de indiferença. Sorriso mais do que justificado. Último piloto a entrar na pista e favorito à pole position no GP do Brasil após o forte desempenho da McLaren em todos os treinos, Raikkonen despencou para quinto com o erro na primeira curva de Interlagos.
O mesmo erro alçou Alonso, até então o mais rápido na sessão, para a sétima pole da carreira, a quinta em 2005. â€œÉ claro que estou feliz, mas tenho que manter a concentração, não cometer erros na corrida e terminar a provaâ€, declarou o espanhol.
Uma terceira posição na prova de hoje dá o título para ele, independentemente da colocação de Raikkonen, único piloto ainda em condições matemáticas de lutar pelo Mundial. Outra conta fácil: se o finlandês ficar em quinto ou pior que isso, Alonso não precisa se dar ao trabalho de completar a prova. Em 73 combinações possíveis de resultado, 60, ou 82%, farão de Alonso o mais jovem campeão da história da F-1.
Na segunda fila, largam Giancarlo Fisichella, companheiro de Alonso, e Jenson Button, da BAR. Com Raikkonen praticamente fora da disputa no primeiro trecho da corrida, caberá a Montoya trabalhar, enfim, pela equipe.
Neste ano, nas ocasiões em que poderia ter ajudado o finlandês, ele acabou cometendo erros e dando pontos de graça para Alonso. Hoje, porém, o colombiano terá um interesse especial em derrotar o espanhol: diz ter carro para lutar pela vitória.
“Sabia que tínhamos carro para largar na primeira fila e confio, sim, na chance de ganhar a corrida. Os engenheiros trabalharam muito bem durante todo o final de semanaâ€, afirmou - no ano passado, em sua despedida da Williams, ele venceu no Brasil.
O erro de Raikkonen encerra uma seqüência de três poles da McLaren. E a meteorologia prevê chuva forte durante as 71 voltas, o que a categoria não vê desde 2003.