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Após 43 anos da série, Vigilante Rodoviário mantém fama de herói

Lilian Venturini
| Tempo de leitura: 2 min

O período de glória foi nos já distantes anos de 1960, mas o ator Carlos Miranda não os deixa envelhecer. Herói da série brasileira “Vigilante Rodoviário”, ele ainda é chamado para participar de eventos automobilísticos em todo o País e é considerado referência para a Polícia Rodoviária. No último fim de semana, Miranda esteve em Bauru.

Durante apenas dois anos, o ator tornou-se astro da televisão brasileira, acompanhado do cão Lobo, do carro Simca-Chambord 1960 e de sua moto. “Não dá para esquecer (que fui o vigilante). E não abro mão disso porque sou um dos pioneiros da televisão e acho que tenho que resgatar isso, já que o Brasil não prima pela memória”, considera. Para ajudar a relembrá-la, Miranda mantém até hoje o carro e os trajes que usava nas gravações.

Passadas quatro décadas, Carlos Miranda afirma que o assédio das fãs ainda é o mesmo. “Hoje são as senhoras que ainda se lembram do vigilante (que falam comigo)”, brinca. A fama, entretanto, não traz muitos retornos. Os gastos de manutenção com o carro, por exemplo, exigem R$ 400,00 em média por mês e nem todas as apresentações pagam cachê. “Não dá dinheiro, mas fico feliz da vida por conseguir levar boas lembranças às pessoas que assistiram à série”, diz.

Atualmente, a memória do personagem da década de 60 divide espaço com o cargo público que ocupa na cidade de Águas da Prata (SP), onde vive. A cada 15 dias pelo menos, ele deixa de ser secretário de turismo e viaja para se apresentar e falar sobre segurança no trânsito. Além de Bauru, nos últimos dias o ator esteve em Atibaia, Curitiba, e deve seguir para Campo Grande. Apesar dos 74 anos, Miranda garante não estar cansado de ser lembrado como o primeiro herói da televisão brasileira. “Eu gosto. Acho que nasci para isso, gosto de aparecer”, brinca.

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