Regional

Seccional vai apurar fraude em Bocaina

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Bocaina - A Delegacia Seccional de Polícia de Jaú abrirá inquérito esta semana para investigar uma suspeita de fraude no transporte escolar, durante o ano passado, em Bocaina (69 quilômetros de Bauru).

Auditoria feita entre fevereiro e junho deste ano, pelo Instituto Brasileiro de Administração Pública (Ibrap), de Ribeirão Preto, teria apontado prejuízos de mais de R$ 146 mil aos cofres da prefeitura, supostamente causados por transporte de alunos “fantasmas” para fazendas e sítios inexistentes na zona rural do município.

A denúncia foi apresentada ao promotor Jorge João Marques de Oliveira, do Ministério Público de Jaú, na semana passada, pelo prefeito de Bocaina, João Francisco Bertoncello Danieletto (PV).

O dossiê sobre as supostas irregularidades foi remetido pelo promotor à Seccional de Polícia, que cuidará do caso por envolver mandatário de cargo eletivo, o ex-prefeito Moacir Donizete Gimenez (PSDB).

As investigações serão conduzidas pelo delegado assistente Luciano José Prado de Almeida Pacheco. Ele terá até o fim do mês que vem para concluir o inquérito policial. Caso seja necessário, o prazo poderá ser prorrogado por mais 30 dias.

O promotor Jorge João Marques de Oliveira explicou que, dependendo da conclusão do inquérito, o Ministério Público pedirá o arquivamento da denúncia ou indiciamento dos responsáveis pela fraude, caso esta fique comprovada.

O ex-prefeito Moacir Donizete Gimenez (PSDB) disse ontem que está tranqüilo, mesmo sem saber oficialmente o que está sendo contestado de sua administração.

Ele declarou que cumpriu todas as exigências da lei de licitação e que a diferença entre a quilometragem efetivamente rodada pelos veículos escolares e a que foi paga pela prefeitura pode ser explicada porque muitos alunos não esperavam na porta de casa para serem recolhidos pelos veículos.

“Uma coisa que eu sempre fiz questão foi pegar o aluno na porta de casa. Agora, se o aluno vem até o carreador de cana ou até a estrada municipal, automaticamente diminui mesmo (a quilometragem)”, justificou.

“Jamais deixei um aluno sem freqüentar a escola. Nem se fosse preciso rodar 100 quilômetros por dia para buscá-lo”, afirmou.

Na opinião do ex-prefeito, a denúncia não passa de “birra política”. “Tanto é que passaram-se nove meses da atual administração e ainda não foi feita licitação para o transporte escolar e eles estão se espelhando nas minhas quilometragens para pagar os motoristas. Se eu agi errado, eles também estão fazendo a mesma coisa”, declarou.

Segundo a assessoria da prefeitura, o edital para a licitação do transporte escolar já está aberto. Ao todo, são 13 linhas rurais. E em cada veículo escolar será obrigatória a presença de um monitor acompanhando os alunos.

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