Regional

Auditoria vê ‘fantasmas’ nas linhas escolares

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A auditoria nas contas da Prefeitura de Bocaina teria apontado um prejuízo de R$ 146.580,00 com o transporte escolar em 2004. Isso significa um déficit mensal, entre março e dezembro, de R$ 14.658,00.

O transporte de alunos “fantasmas”, residências rurais inexistentes, aumento das distâncias percorridas e falta de licitação seriam a fonte geradora do prejuízo, segundo a auditoria.

O trabalho do Instituto Brasileiro de Administração Pública (Ibrap) foi acompanhado pelo chefe do setor de transporte escolar em 2004, José Luiz Perrone, que é funcionário de carreira do município, segundo informou a assessoria de imprensa da prefeitura. Um funcionário comissionado da atual administração também acompanhou o trabalho.

A auditoria aponta que a prefeitura desembolsou no ano passado R$ 639.564,00 pelas 13 linhas escolares rurais. O valor serviu para pagar os 1.909 quilômetros percorridos mensalmente, segundo notas fiscais emitidas pelos proprietários das linhas.

No entanto, a distância mensal apurada pela auditoria seria 537 quilômetros menor do que a divulgada pela administração anterior. De acordo com o valor pago pela prefeitura por quilômetro rodado, esses quilômetros a mais significaram uma despesa mensal de R$ 14.658,00, durante os dez meses de ano letivo.

A diferença mais expressiva, segundo a auditoria, foi constatada na linha 10. Entre a distância alegada pelo proprietário da linha e a distância real, a diferença é de 132 quilômetros, o que equivale a uma despesa mensal extra de R$ 3.484,80 para o município.

Em outras linhas, a diferença divulgada pela auditoria varia de 15 a 108 quilômetros. Os supostos alunos “fantasmas” foram encontrados em cinco linhas.

De acordo com a assessoria, o edital da concorrência pública que está sendo organizada pela prefeitura para o transporte de alunos da zona rural prevê gastos mensais de R$ 42.040,40. O valor é R$ 11 mil menor do que foi pago em 2004.

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