Cultura

Pífanos em festa

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A tradição e o contemporâneo se encontram hoje em clima festeiro regado ao som de pífanos com direito a maracatu, caboclinho, samba de roda, choro, jazz e muito mais. Quem comanda a festa é Carlos Malta e a banda Pife Muderno, na área de convivência do Serviço Social do Comércio (Sesc).

O grupo faz uma releitura contemporânea das bandas de pífano e insere à formação tradicional instrumentos novos como o saxofone, a flauta baixo e o pandeiro. “Mesclamos essa coisa do instrumento artesanal com o industrial. Tocamos flautas de bambu da Índia, da China, do Brasil, e só essa mistura já dá um timbre diferente no resultado final. O pandeiro também é uma proposta inovadora porque ele não costuma freqüentar as bandas de pífano”, explica Malta, em entrevista ao JC Cultura.

Ele divide com Andréa Ernest Dias as diversas flautas e pífanos. Oscar Bolão, Durval Pereira e Bernardo Aguiar tocam percussão. O pandeirista Marcos Suzano, que também faz parte do Pife Muderno, não estará no show de hoje.

“Nossa música é muito intuitiva. Tomamos o som como ponto de referência, e não tanto o tom. É uma explosão de energia. Muita gente fala que o som do Pife Muderno parece rock’n roll sem guitarra, sem baixo e sem bateria”, brinca o multiinstrumentista.

O repertório do show mescla faixas do primeiro CD, “Carlos Malta e Pife Muderno” (1999) - indicado para o 1.º Grammy Latino, em 2000, na categoria “Raízes” -, e músicas do próximo álbum, que está sendo gravado e deve ser lançado ainda este ano. Além de composições de Malta, o repertório tem Jackson do Pandeiro, João do Vale e Hermeto Pascoal, entre outros nomes. São recriações de clássicos como “Ponteio” (Edu Lobo) e “Asa Branca” (Luiz Gonzaga), por exemplo.

“Fazemos solo de triângulo, duo de flautas, trio de pandeiros. Modificamos a instrumentação de acordo com o estilo de música que a gente toca. Tem toda a magia de um show em que as pessoas vão se deliciar porque são músicas que todos conhecem. As pessoas saem cantarolando as músicas, mesmo as que não têm letra. É fantástico”, enfatiza Malta.

Algumas faixas do segundo álbum, entretanto, ainda estão sendo mantidas em segredo e não fazem parte do set list do show. “Temos da tradição à vanguarda, com músicas muito conhecidas também. E uma delas é uma homenagem à minha querida Cássia Eller”, antecipa o músico.

Carlos Malta e Pife Muderno já se apresentaram em diversos cantos do País e também no Exterior, em festivais nos Estados Unidos, Venezuela, França, África e Japão.

• Serviço

Carlos Malta e Pife Muderno hoje, às 21h, na área de convivência do Sesc. Ingressos a R$ 6,00 e R$ 3,00 (matriculados, estudantes e maiores de 60 anos). O endereço é avenida Aureliano Cardia, 6-71. Outras informações pelo (14) 3235-1750.

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