Nos últimos tempos, tenho observado em algumas repartições públicas cartazes afixados onde se alerta o número da lei que protege os funcionários das exorbitâncias com que alguns cidadãos tratam seus semelhantes. Entendo como providencial tal medida, uma vez que ainda temos que recordar, que educação é um bem adquirido no berço. Não haveria de minha parte nenhum senão, se tal atitude atendesse ambos os lados. Acredito não ser justa tal medida, pois a recíproca não é verdadeira.
Não existe nenhum cartaz afixado, orientando onde o público em geral pode reclamar, caso seja maltratado. Não ao superior imediato, que tem envolvimento direto com a pessoa alvo da crítica. Seria o telefone da instância superior, tipo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), que é norma nas empresas privadas. Deve-se salientar que o serviço público vende serviços. A população paga impostos para subsidiar o atendimento, portanto a população é o patrão. Fica aqui a minha sugestão, para que, com tal atitude, eu me sinta uma cidadã normal, cumpridora de meus deveres, porém com direitos também. Entender-se-a assim que não existem cidadãos acima da lei, e que o fato de terem estabilidade no emprego, não os torna melhores que qualquer outro mortal.
Maria Dolores Barbosa Gómez - RG 568.840-8